FARC


Colômbia: desacordo final em Cartagena

“Homenagem especial: teremos que prestar homenagem à memória e abnegação desse titã dos povos de nossa América, o presidente eterno Hugo Chávez Frías, sem cujo apoio e impulso inicial nada do que foi alcançado teria sido possível. Não há dúvida de que Bolívar e ele ainda têm muito que fazer na América”. Esta declaração de “Timochenko” (foto) na abertura da X Conferência guerrilheira das FARC, que ratifica a que fez no dia do encerramento do Acordo de Havana, tem que assombrar os venezuelanos porque ocorre que o titã sempre negou aqui ter a menor relação com as FARC cada vez que foi interpelado a respeito. Inclusive quando os computadores de Raúl Reyes confirmaram o affaire dos 300 milhões de dólares, quando encontraram lança-foguetes suecos e outras armas com etiquetas venezuelanas em acampamentos guerrilheiros, quando o chanceler Rodrigo Granda entre outros foi capturado em Caracas e assim ad infinitum.

FARC contra a Colômbia: A eminência parda de tudo isso

Os senhores do Secretariado das FARC se vêem muito contentes nesses dias. Enfundados em suas camisetas verde-branca, símbolo da grande pureza que os habita, e alinhados no palanque improvisado de sua X Conferência, nos Llanos del Yari, os chefes do terrorismo na Colômbia acreditam que triunfaram. Todo mundo lhes diz isso. Os 400 jornalistas estrangeiros e colombianos que foram parar nesse fim de mundo para cobrir a parte visível do evento, não pouparam elogios e los bajulam: vocês são fortes e ganharam, explicam. Em Bogotá, os altos amigos secretos de Timochenko repetem esse mesmo refrão nos coquetéis.

As reflexões do Coronel Plazas Vega

“Eu não comungo com que se fale de renegociação de acordos de paz, porque acredito que com os terroristas não se negocia. São delinqüentes.”

Depois de 8 anos de estar recluso, a justiça o absolveu e, hoje, desde seu lar onde trata de se recuperar, conta como vê o país e o acordo de paz que se vai assinar com a guerrilha das FARC, e que atualmente não acredita nele, e reitera seu voto pelo “NÃO”.


Depois que o senhor saiu da reclusão, como tem sido sua vida? Em que refletiu?

 

Minha reflexão é profunda. A que níveis de perversão se chegou na Colômbia? Como é possível que sem ter cometido nenhum delito, tenha estado privado da liberdade por oito anos e meio, tenham destruído minha vida e a de minha família, e que que isto tenha sido feito por uns juízes da República? Mas não um ou dois juízes. É que quando se revisa o número de solicitações de liberdade que me negaram, de Cessação de Procedimento, de preclusão, de nulidade, direitos de Habeas Corpus, apelações, impugnações. São dezenas de recursos, sistematicamente negados mediante uma mentira diferente em cada caso.

Os interesses econômicos da Suíça e a falsa paz na Colômbia


Para a Suíça tem sentido econômico apaziguar um governo cada dia mais autocrático.
Porém, o faz ao custo da democracia e do Estado de Direito na Colômbia.

Sobre o desarmamento das FARC

Se as FARC acreditam que os colombianos vão aceitar esse retrocesso e que elas vão chegar ao poder fingindo ser um partido como os demais, se enganam.

O desarmamento das FARC (no caso em que haja desarmamento real e completo, coisa que muito poucos acreditam factível) deve consistir não só na entrega física e visível e ante os olhos do país (não atrás de opacos biombos estrangeiros de duvidosa condição) dos fuzis, pistolas, granadas, morteiros, minas, explosivos, laboratórios de droga, veículos e aviões, e demais instrumentos de guerra em poder dessa organização. O desarmamento deve ser unilateral (nada de desmantelar simultaneamente o Estado e a Força Pública).

Colômbia: o cavalo de Tróia do “acordo de paz” com as FARC

Nada do que se escreve aqui é novo, pois o Partido Comunista e as FARC o ressarciram desde sempre. Preocupa, em contraste, a miopia político-estratégica dos que deveriam por competência de seus cargos impedir que isto aconteça.

Há um assunto espinhoso que contrasta com o alvoroço de suposto otimismo que destilam o governo Santos, os comissionados de paz e os “amigos da paz”, frente à recente imposição unilateral das FARC de impedir operações militares sobre suas guaridas, mediante o habilidoso estratagema do cessar fogo bilateral: é o cavalo de Tróia com a implementação dos acordos de paz com as FARC, que não tem limites no tempo e que pressupõe que as guerrilhas continuarão armadas, pois o acordado é que “iniciem” a deixar as armas quando se assine a paz definitiva, não quando se assine o fim do conflito.

Colômbia: “Fora, forças estrangeiras!”

Jean Arnault (foto), chefe da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, pretende fazer a opinião pública acreditar que a verificação dos “acordos de paz” de Santos com as FARC estará a cargo de 500 soldados estrangeiros, entre os quais ele pretende incluir, com a anuência do presidente Santos e dos chefes das FARC, nada menos que 50 soldados cubanos. Arnault simula que a chegada de tropas estrangeiras não estabelece nenhum problema de soberania nacional à Colômbia, e faz como se tal ato não constituísse uma violação brutal da Constituição e das leis da República da Colômbia.

A Constituição inaudita



Juan Manuel Santos, Raúl Castro e o narcoterrorista Timoleón Jiménez, o “Timochenko”, líder das FARC.

A Colômbia de julho de 2016 é como a Venezuela de dezembro de 1999: o abismo está ante nossos pés. O “sim” nos lançará no vazio. O NÃO” nos permitirá manter os pés em terra firme.

Esta será, talvez, uma das votações mais fraudulentas da história da Colômbia. O presidente Santos quer que os colombianos votem “sim” no plebiscito, um sim que quererá dizer, segundo ele, “sim à paz”. Na realidade, os que votem sim ou os que se abstenham de contradizer Santos, estarão ajudando aos que tomarão esse sim como um sim a outra coisa: não à paz verdadeira senão a uma nova Constituição, a uma constituição monstruosa, espúria, não-democrática, defensora da impunidade e da injustiça, redigida às escondidas, que prolongará a guerra e nos afundará na miséria mais tenaz.

Colômbia: balanço após 44 meses das negociações FARC-Governo


Uma coisa é a paz que convém ao país e outra a que convém aos mesquinhos interesses politiqueiros de Santos e sua camarilha
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Quarenta e quatro meses depois de conversações improdutivas para a Colômbia e muito positivas para o Plano Estratégico das FARC que impôs todas as condições sem dar nada em troca, o balanço parcial do até agora acordado é desalentador para o futuro da paz no país, para as relações internacionais do mesmo, para a projeção geo-política colombiana e para o desenvolvimento integral do país.

Diálogos de paz na Colômbia: a guerra primeiro, a política depois

spNenhum país, por sólidas que sejam suas instituições cívicas, está isento destes indivíduos que pensam que a gestão pública é um campo de batalha, na qual o uso de qualquer arma está justificada.

Nas propostas e operações políticas mais tolerantes e plurais, subjazem, em algumas ocasiões explicitamente, certas expressões de violência que às vezes se concretizam gerando um ambiente de confrontação que pode derivar de cruentos conflitos, situação na qual é aplicável a expressão de Carl von Clausewitz de que “a guerra é a continuação da política por outros meios”.

Por sorte, para benefício do cidadão e da comunidade, a maioria dos que incursionam na gestão pública são partidários do debate de idéias e propostas. Rechaçam qualquer manifestação de violência além das paixões que a controvérsia gera, e são partidárias da conciliação por meio do diálogo e das negociações.