FARC


As negociações diabólicas na Colômbia


O massacre do Cauca apresenta-se depois da decisão de Santos, em março, de suspender os bombardeios aéreos das bases das FARC, como prêmio pela promessa que os guerrilheiros fizeram de um cessar fogo em dezembro.

A execução de 11 soldados colombianos antes do amanhecer de 15 de abril no estado do Cauca por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), está se convertendo em um momento definidor para o presidente Juan Manuel Santos. O mandatário apostou sua presidência às negociações de paz com as FARC, porém as conversações, que agora se encontram em seu quarto ano, polarizaram um país que costumava estar unido contra os rebeldes.

Com o massacre no Cauca a divisão aprofundou-se e o ressentimento latente do público explodiu ante o que alguns vêem como a submissão de seu comandante-em-chefe à guerrilha. Dias depois dos assassinatos, em uma marcha em Bogotá para honrar os heróis militares, o presidente enfrentou uma onda de vaias.

Negaram apoio aéreo enquanto as FARC assassinavam 10 militares

 

Os soldados não acreditavam no que estava acontecendo. O comando militar, por ordem de Juan Manuel Santos e do ministro Pinzón, havia dado instruções muito precisas de não prestar apoio aéreo.

Hoje, quarta-feira 15 de abril, durante a madrugada, membros da companhia Alirio Perdomo da coluna móvel Jacobo Arenas das FARC, armados até os dentes com explosivos, morteiros, granadas e fuzis, assaltaram a guarnição do Exército acantonada na vereda La Esperanza, corregimento de Timba, município de Buenos Aires, Cauca.

 

Pouco antes de uma hora da manhã começou o assédio enquanto os militares dormiam. O ataque foi sem trégua e sangrento. Desde o próprio início do assalto, os terroristas lançaram granadas e morteiros que zumbiam pelos ares e explodiram no meio da tropa.

Sobre o ataque das FARC no Cauca

As FARC aplicam os princípios da guerra com ênfase na surpresa, conservam a iniciativa estratégica e manipulam a opinião pública.

O duro golpe propinado pelas FARC às tropas da Terceira Divisão no Cauca, na madrugada do dia 15 de abril de 2015, reafirma uma vez mais que desde a aparição das guerrilhas comunistas na Colômbia, os sucessivos governos, sem exceção, atuaram sem estratégia nem coerência político-militar frente ao problema, enquanto que as FARC seguiram ao pé da letra os conteúdos de seu Plano Estratégico, os documentos programáticos e a re-engenharia de seus programas políticos e armados, traçados durante cada uma das conferências guerrilheiras e os Plenos ampliados do Secretariado.

Com habilidade tática em guerra de guerrilhas e camuflados dentro da população civil previamente organizada em Milícias Bolivarianas, Movimento Bolivariano Clandestino e Partido Comunista Clandestino, as estruturas armadas das FARC “construíram mais Partido Comunista na periferia, para ir rodeando os centros de poder político-social e econômico da burguesia em 30 cidades do país”, como aparece textualmente em alguns de seus escritos.

Colômbia: o que os generais vão fazer em Cuba?

Enquanto o presidente Juan Manuel Santos chama Correa e o regime ditatorial da Venezuela de seus “melhores amigos”, o governo equatoriano continua apoiando as FARC, como se evidenciou na apreensão de alguns mísseis terra-ar que iam para as frente das FARC no oeste e provinham do Equador.

Numa extensa entrevista com o jornalista Guillermo Parada da emissora radial UN Radio, da Universidade Nacional, transmitida pelo dial FM 98.5 com retransmissão para sua cadeia de emissoras no país e no exterior, analisei os prós e contras da presença de oficiais das Forças Militares e da Polícia na mesa de conversações de Havana. Dada a complexidade do assunto, pontuei:

 

1. Há muita especulação e espera-se muito pouco desta atividade.

O exército de Stédile e a Venezuela

Assim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil, com o  “exército de Stédile”, vai delineando, cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo.

No dia 24 de fevereiro o PT, junto com a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros), organizou uma manifestação em defesa da Petrobras na Associação Brasileira de Imprensa, na qual várias “autoridades” fizeram discursos tão falsos quanto inflamados. Dentre eles falaram o líder do MST, João Pedro Stédile e o ex-presidente Lula. Nenhum deles admitia a roubalheira desenfreada na estatal petroleira e muito menos que os indiciados cometeram crimes mas apenas “erros”.

A paz é a revolução?


O que se está negociando é buscar um marco político especial que permita às FARC fazer a revolução socialista após a derrubada do Estado de Direito.

Estamos em plena ofensiva do presidente Santos contra o direito e o sistema jurídico colombiano. Essa estranha e violenta campanha ele não a faz pessoalmente. Ele faz, claro, mas por pessoas interpostas. E a faz em dois tempos e com dois estilos, pois a cruzada está montada para chegar rapidamente a todos os setores, os altos e os baixos. É uma coisa bem pensada. O que Santos está enviando à cara de todos é explosivo: o direito e o ordenamento jurídico do país são obstáculos para a paz e é preciso quebrá-los.

Essa campanha começou em outubro passado quando Santos escolheu a palavra “sapos” para dar o primeiro passo: “Os colombianos se quiserem a paz, terão que engolir alguns sapos”. Com essa mensagem tão bestial quanto efetiva, neutralizou os que protestavam pela chegada de Romaña à mesa de negociações em Havana, quer dizer, de um dos chefes das FARC com mais mortos nas costas. Santos acrescentou algo muito certo: “A paz se faz com os inimigos”. Por isso tinha que aplaudir essa viagem e a absolvição, de fato, desse grande criminoso. Hoje sabemos que aquilo de ter que engolir sapos para alcançar a paz vai muito mais longe.

A indignação de MAG e Dilma, o Petrolão e o traficante

Dilma ficou indignada pela negativa do presidente indonésio de conceder perdão a um narcotraficante brasileiro. Marco Aurélio Garcia (MAG) ameaçou com retaliações. A farsa foi tão mal montada que a suposta indignação não passou de ridículo e a ameaça de MAG só pode ser a de pedir a seus amigos das FARC que mandem umas dezenas de traficantes desafiarem as leis daquele país levando não somente 13 kg, mas toneladas de cocaína. É claro que o PT, Calheiros et caterva e FHC, parceiro de Soros e Gaviria na legalização das drogas, vão querer parte dos lucros da “exportação”. O Cerveró, o Yousseff e a Graciosa poderão intermediar a operação colaborando com barris de petróleo vazios, mas regiamente pagos, que, por 50 dólares, só servem mesmo para montar uma banda caribenha. Lembram o Harry Belafonte, o Rei do Calypso, acompanhado da drums band de Trinidad cantando a seguinte canção: 

“Matilda, Matilda, Matilda she take me Money and run Venezuela – Five hundred dollars, friends, I lost: Woman even sell me cat and horse! Well, the money was to buy me house an’ lan’ (and land), Then she got a serious plan, A-hey, ah!”

E olha que só foram 500 dólares!!! (ouça aqui: https://www.youtube.com/watch?v=5C-DShN82mc). 

Colômbia versus FARC: deputada é ameaçada pelo narcoterror comunista

Na Colômbia, as pessoas que são ameaçadas de morte são de dois tipos: as que recebem uma proteção efetiva do Estado e as outras. A estas últimas não se lhes faz caso, mesmo que as ameaças sejam explícitas e venham da organização terrorista mais feroz do continente. O curioso é que no primeiro grupo se encontram os que apóiam o governo de Juan Manuel Santos. No segundo estão os outros, o da oposição republicana. Esse é o respeito que o regime de Juan Manuel Santos tem pelo princípio de igualdade dos cidadãos perante a lei.

 

O que ocorre nestes momentos à parlamentar María Fernanda Cabal Molina, do partido opositor Centro Democrático, e a dois advogados defensores dos direitos humanos, Fernando Vargas Quemba e Jaime Arturo Restrepo Restrepo, é a perfeita confirmação dessa atitude escandalosa.

 

A hora do ultraje

Eduardo Mackenzie analisa o seqüestro do Gen. Alzate.

 
Sob o comando do presidente Juan Manuel Santos, as Forças Armadas, e os demais organismos do Estado encarregados da segurança do país, estão vivendo uma de suas piores épocas. O que ocorreu ao General Rubén Darío Alzate, comandante da Força-Tarefa Conjunta Titã, com jurisdição no Chocó, uma enorme e rica região com saída para dois oceanos e por isso mesmo estratégica para a segurança da Colômbia, deixou o país atônito.

O súbito e insólito seqüestro do General Alzate, em 16 de novembro passado, por parte de um grupo minúsculo das FARC, e a forma que adquiriu, 14 dias depois, a liberação dele e de seus dois acompanhantes, o Cabo primeiro Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego, não consegue ser digerido por ninguém.

Pablo Catatumbo, das FARC: um sanguinário depravado sexual

Quando o terrorista Jorge Torres Victoria, vulgo Pablo Catatumbo apareceu em Havana, passado de quilos como conseqüência da vida mole que leva no Valle del Cauca e com o descarado discurso de ser pacifista, intelectual, historiador e até humanista, segundo disseram os superficiais jornalistas que cobrem a informação da farsa de Santos, ninguém publicou nem pôs atenção ao estarrecedor prontuário criminal deste bandido calenho [1] que foi freqüentador de Pablo Escobar, membro do M-19, delinqüente de bairro e um dos cabeças mais sanguinários das FARC com perversa inclinação à pedofilia, o sicariato, o narco-tráfico e o seqüestro. O mais comovedor que rumorejaram os jornalistas é que este assassino em série estava doente de câncer e os médicos cubanos o atenderiam.

O testemunho da desmobilizada Marisela Narváez, ex-integrante das Frentes 43, 26 e 27 das FARC é claro e contundente, e deveria ser tema de profunda análise na mesa de conversações em Cuba, pois os crimes e as atrocidades ordenadas pelos capos do cartel das FARC são demasiadas e não podem ficar na tropical proposta do Promotor Montealegre, segundo o qual os bandidos farianos não pagariam um só dia de cárcere, senão que fariam trabalhos comunitários para um “esquecer e começar de novo”.