filosofia


A afirmação mais imbecil que já li em 70 anos de vida

Charge de Ricardo Almeida. “Cristo representou avanços no humanismo, mas alguns cristãos transformaram certos valores em dogmas” é, com certeza, a afirmação mais imbecil que já li em setenta anos de vida. Supera, na brevidade de uma linha, todos os feitos lingüísticos da Dilma Rousseff, a qual tinha ao menos o atenuante de proferi-los sem […]

Populismo: um brado de liberdade – Parte 4

Por Roger Kimball. Parte 3 Quando Donald Trump assumiu a presidência, seu estrategista-chefe, Steve Bannon, disse que seu objetivo era “desconstruir o Estado administrativo.” Este termo “Estado administrativo” – também chamado de “Estado regulatório” ou “Estado profundo” – tem, ultimamente, emergido no debate público. Com efeito, no livro A Ameaça Administrativa, o jurista e pesquisador […]

Populismo: um brado de liberdade – Parte 3

Por Roger Kimball. Parte 3 A questão da soberania também está por trás do debate sobre imigração: com efeito, há algum assunto que seja mais central para a questão sobre “Quem governa?” do que quem pode decidir as fronteiras de uma nação ou como um país define sua primeira pessoa do plural: o “Nós” que […]

30 ensinamentos de Olavo de Carvalho para começar a semana um pouco mais inteligente

Por Marlon Belotti.   Trinta ensinamentos do filósofo Olavo de Carvalho para você começar a semana um pouco mais inteligente: 1- O tempo é a substância da vida humana. O dinheiro que se perde, ganha-se de novo. O tempo, nunca. 2- Um homem maduro é aquele em cuja alma todos os sentimentos e emoções – […]

Edith Stein: 75 anos de um testemunho da verdade

Cada geração acredita que está vivendo uma época diferente das outras. A nossa realmente está. Estamos testemunhando a morte da nossa civilização e – como alguém bem desperto sendo operado do cérebro – estamos conscientes do que está acontecendo. Ou pelo menos alguns de nós. Estamos sofrendo – dentre outras coisas – de amenésia coletiva. […]

Olavo de Carvalho: palestra de lançamento da nova edição de ‘O Jardim das Aflições’


O Jardim das Aflições – De Epicuro à ressurreição de César: ensaio sobre o Materialismo e a Religião Civil´, um dos principais livros Olavo de Carvalho, tem uma nova edição lançada pela Vide Editorial, com posfácio inédito. 

 

Olavo tem razão. Parabéns, professor

Olavo de CarvalhoOlavo de Carvalho completou 67 anos nesta terça-feira, 29 de abril, o dia em que comemorei o recorde de 1.217.590 visitas que meu blog recebeu na véspera. Isto seria impossível – tanto o espaço que ocupo hoje quanto o recorde – se não existisse a obra do maior educador brasileiro vivo (e, por isso mesmo, o mais odiado e difamado do país), que facilitou a minha compreensão da cultura ambiente e apontou o caminho para que me elevasse acima dela.

Na grande imprensa, que se derrama anualmente por qualquer Chico Buarque da patota, não houve nem uma palavra sobre o seu aniversário, é claro. Nas redes sociais, dezenas de milhares de leitores e alunos lhe prestaram a merecida homenagem, ainda que ele cisme em dizer: “Isto é muito mais do que mereço”, com o que seus “críticos” decerto concordam.

Olavo Tem Razão originalFalar em críticos de Olavo de Carvalho sem aspas é impossível, porque só o que há – para além dos ingratos vaidosos que aprenderam com ele, mas fingem ter descoberto tudo sozinhos – são militantes do anti-olavismo, que nunca leram um livro sequer do autor, muito menos escreveram uma crítica ou têm uma obra própria a apresentar, mas se julgam aptos para condenar a sua pessoa, o seu pensamento e os seus alunos, como se estes nunca tivessem estudado mais nada senão a sua obra mesma – e como se esta não levasse a outras milhares.

Visões de Descartes – Palestra de lançamento do novo livro de Olavo de Carvalho

O filósofo Olavo de Carvalho apresenta ao público sua mais nova obra, ‘Visões de Descartes – Entre o Gênio Mal e o Espírito da Verdade’, que reúne suas análises da filosofia de René Descartes expostas em aulas, cursos e textos ao longo dos últimos anos.

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Visões de Descartes
Descrição:
Olavo de Carvalho reúne neste livro o essencial do que tem ensinado sobre René Descartes em seus cursos e conferências. Convencido de que a filosofia não nasce do gosto pelo raciocínio abstrato, mas do impulso de apreender e expressar o sentido universal da experiência acessível, o autor nos conduz a um retorno das idéias de Descartes às experiências reais que as originaram. Esse método não pretende dar uma explicação psicológica de uma filosofia, mas esclarecer o sentido efetivo que as idéias tinham na consciência individual do filósofo que as pensou, para além – e por baixo – do sentido formal e dicionarizado que elas adquiriram ao longo da tradição filosófica. Para Olavo de Carvalho, a filosofia de Descartes não é um sistema abstrato de idéias, mas um drama cognitivo.

Adquira Visões de Descartes aqui.

www.olavodecarvalho.org

Sobre a obra Ensaios Jurídicos, de Casimiro de Pina

Texto de apresentação da obra Ensaios Jurídicos, do Dr. Casimiro de Pina

O jornal Cabo Verde Directo destaca:“ Ensaios Jurídicos: Entre a Validade-Fundamento e os Desafios Metodológicos”, conta com o testemunho daquele que é considerado um dos maiores pensadores e filósofos da atualidade – goste-se ou não do seu registo “provocatório” aos poderes instituídos -, o brasileiro Olavo de Carvalho.

Ocorreu no dia 18 de Outubro, na Biblioteca Nacional, o lançamento da obra Ensaios Jurídicos, para a qual efectuei, a convite do autor uma apresentação centrada na Filosofia do Direito e, particularmente, na Axiologia Jurídica – os fundamentos e valores estruturantes da cultura jurídica. Muitos dos presentes quiseram aceder ao texto da apresentação, assim como os que não puderam acompanhar o evento, mas pretenderam ficar informados. Dada a larga difusão que este semanário tem, excedendo o âmbito mais restrito das publicações académicas, afigurou-se ser este o melhor meio para divulgação do texto, embora de índole académica, mas que se pretendeu tornar acessível a um público mais alargado.


PARTE 1

1. Breve introdução histórica à Filosofia do Direito e dos Valores

Desde a Antiguidade Clássica que ocorreram, na Grécia Antiga, algumas das tensões que atravessam o pensamento jurídico contemporâneo. A polaridade entre o platonismo e a sofística é hoje retomada, sob outras formas. Platão tomou a questão sobre “O que é a Justiça?” como ponto de partida da sua obra A República. Respondeu-lhe inscrevendo a Justiça numa ordem de valores transcendentes encimada pelo Bem e englobando a Beleza e a Verdade. Esta “paixão do justo” levou-o a conceber uma sociedade justa perfeita, sem tempo nem lugar determinado, uma utopia que, dada a sua perfeição, dispensava a legislação. Ao pretender aproximar esta aspiração ideal à realidade existente, reconheceu que as leis constituíam um requisito indispensável, tendo a sua última obra sido intitulada As Leis. Porém, manteve a sua visão transcendente, expressa na afirmação de que “Deus é a medida de todas as coisas.”

Ainda a educação grega

Onde quer que tenha surgido uma classe intelectual e dirigente capaz, apta para as mais altas tarefas da inteligência e da vida política, a educação que a preparou seguiu em linhas gerais o modelo grego.

Platão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais:

“Os muito jovens, quando tomam gosto pelas argumentações, usam delas como de um jogo, recorrendo a elas sempre com um intuito de controvérsia, e, a exemplo daqueles que os refutaram por completo, eles mesmos refutarão outros, obtendo prazer, como cãezinhos novos, em nos puxar e dilacerar com argumentos, cada vez que nos aproximamos deles… Quando, no entanto, houverem refutado um grande número de pessoas e grande número de pessoas os tiver refutado com uma queda brutal e rápida, ei-los que chegam a não acreditar em mais nada daquilo em que acreditavam antes. Ora…, o homem de mais idade não consentirá em tomar parte nesse delírio, mas imitará antes aquele que consente em dialogar e em buscar a verdade, em vez de imitar aquele que, na controvérsia, joga um jogo pelo prazer de jogar.” (A República, VII, 539 b2-c8.)