filosofia


Edith Stein: 75 anos de um testemunho da verdade

Cada geração acredita que está vivendo uma época diferente das outras. A nossa realmente está. Estamos testemunhando a morte da nossa civilização e – como alguém bem desperto sendo operado do cérebro – estamos conscientes do que está acontecendo. Ou pelo menos alguns de nós. Estamos sofrendo – dentre outras coisas – de amenésia coletiva. […]

Olavo de Carvalho: palestra de lançamento da nova edição de ‘O Jardim das Aflições’


O Jardim das Aflições – De Epicuro à ressurreição de César: ensaio sobre o Materialismo e a Religião Civil´, um dos principais livros Olavo de Carvalho, tem uma nova edição lançada pela Vide Editorial, com posfácio inédito. 

 

Olavo tem razão. Parabéns, professor

Olavo de CarvalhoOlavo de Carvalho completou 67 anos nesta terça-feira, 29 de abril, o dia em que comemorei o recorde de 1.217.590 visitas que meu blog recebeu na véspera. Isto seria impossível – tanto o espaço que ocupo hoje quanto o recorde – se não existisse a obra do maior educador brasileiro vivo (e, por isso mesmo, o mais odiado e difamado do país), que facilitou a minha compreensão da cultura ambiente e apontou o caminho para que me elevasse acima dela.

Na grande imprensa, que se derrama anualmente por qualquer Chico Buarque da patota, não houve nem uma palavra sobre o seu aniversário, é claro. Nas redes sociais, dezenas de milhares de leitores e alunos lhe prestaram a merecida homenagem, ainda que ele cisme em dizer: “Isto é muito mais do que mereço”, com o que seus “críticos” decerto concordam.

Olavo Tem Razão originalFalar em críticos de Olavo de Carvalho sem aspas é impossível, porque só o que há – para além dos ingratos vaidosos que aprenderam com ele, mas fingem ter descoberto tudo sozinhos – são militantes do anti-olavismo, que nunca leram um livro sequer do autor, muito menos escreveram uma crítica ou têm uma obra própria a apresentar, mas se julgam aptos para condenar a sua pessoa, o seu pensamento e os seus alunos, como se estes nunca tivessem estudado mais nada senão a sua obra mesma – e como se esta não levasse a outras milhares.

Visões de Descartes – Palestra de lançamento do novo livro de Olavo de Carvalho

O filósofo Olavo de Carvalho apresenta ao público sua mais nova obra, ‘Visões de Descartes – Entre o Gênio Mal e o Espírito da Verdade’, que reúne suas análises da filosofia de René Descartes expostas em aulas, cursos e textos ao longo dos últimos anos.

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Visões de Descartes
Descrição:
Olavo de Carvalho reúne neste livro o essencial do que tem ensinado sobre René Descartes em seus cursos e conferências. Convencido de que a filosofia não nasce do gosto pelo raciocínio abstrato, mas do impulso de apreender e expressar o sentido universal da experiência acessível, o autor nos conduz a um retorno das idéias de Descartes às experiências reais que as originaram. Esse método não pretende dar uma explicação psicológica de uma filosofia, mas esclarecer o sentido efetivo que as idéias tinham na consciência individual do filósofo que as pensou, para além – e por baixo – do sentido formal e dicionarizado que elas adquiriram ao longo da tradição filosófica. Para Olavo de Carvalho, a filosofia de Descartes não é um sistema abstrato de idéias, mas um drama cognitivo.

Adquira Visões de Descartes aqui.

www.olavodecarvalho.org

Sobre a obra Ensaios Jurídicos, de Casimiro de Pina

Texto de apresentação da obra Ensaios Jurídicos, do Dr. Casimiro de Pina

O jornal Cabo Verde Directo destaca:“ Ensaios Jurídicos: Entre a Validade-Fundamento e os Desafios Metodológicos”, conta com o testemunho daquele que é considerado um dos maiores pensadores e filósofos da atualidade – goste-se ou não do seu registo “provocatório” aos poderes instituídos -, o brasileiro Olavo de Carvalho.

Ocorreu no dia 18 de Outubro, na Biblioteca Nacional, o lançamento da obra Ensaios Jurídicos, para a qual efectuei, a convite do autor uma apresentação centrada na Filosofia do Direito e, particularmente, na Axiologia Jurídica – os fundamentos e valores estruturantes da cultura jurídica. Muitos dos presentes quiseram aceder ao texto da apresentação, assim como os que não puderam acompanhar o evento, mas pretenderam ficar informados. Dada a larga difusão que este semanário tem, excedendo o âmbito mais restrito das publicações académicas, afigurou-se ser este o melhor meio para divulgação do texto, embora de índole académica, mas que se pretendeu tornar acessível a um público mais alargado.


PARTE 1

1. Breve introdução histórica à Filosofia do Direito e dos Valores

Desde a Antiguidade Clássica que ocorreram, na Grécia Antiga, algumas das tensões que atravessam o pensamento jurídico contemporâneo. A polaridade entre o platonismo e a sofística é hoje retomada, sob outras formas. Platão tomou a questão sobre “O que é a Justiça?” como ponto de partida da sua obra A República. Respondeu-lhe inscrevendo a Justiça numa ordem de valores transcendentes encimada pelo Bem e englobando a Beleza e a Verdade. Esta “paixão do justo” levou-o a conceber uma sociedade justa perfeita, sem tempo nem lugar determinado, uma utopia que, dada a sua perfeição, dispensava a legislação. Ao pretender aproximar esta aspiração ideal à realidade existente, reconheceu que as leis constituíam um requisito indispensável, tendo a sua última obra sido intitulada As Leis. Porém, manteve a sua visão transcendente, expressa na afirmação de que “Deus é a medida de todas as coisas.”

Ainda a educação grega

Onde quer que tenha surgido uma classe intelectual e dirigente capaz, apta para as mais altas tarefas da inteligência e da vida política, a educação que a preparou seguiu em linhas gerais o modelo grego.

Platão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais:

“Os muito jovens, quando tomam gosto pelas argumentações, usam delas como de um jogo, recorrendo a elas sempre com um intuito de controvérsia, e, a exemplo daqueles que os refutaram por completo, eles mesmos refutarão outros, obtendo prazer, como cãezinhos novos, em nos puxar e dilacerar com argumentos, cada vez que nos aproximamos deles… Quando, no entanto, houverem refutado um grande número de pessoas e grande número de pessoas os tiver refutado com uma queda brutal e rápida, ei-los que chegam a não acreditar em mais nada daquilo em que acreditavam antes. Ora…, o homem de mais idade não consentirá em tomar parte nesse delírio, mas imitará antes aquele que consente em dialogar e em buscar a verdade, em vez de imitar aquele que, na controvérsia, joga um jogo pelo prazer de jogar.” (A República, VII, 539 b2-c8.)

A educação grega e nós

A educação na Grécia antiga, cujo sucesso inegável é amplamente comprovado pela criatividade em todos os campos do saber e da arte, voltava-se, acima de tudo, à preparação dos jovens para os altos postos da vida pública: a política, a magistratura e a educação mesma. Se não é, portanto, uma fórmula que se possa copiar na instrução das massas em geral, e se nos dias de hoje seria utópico tentar imitá-la até mesmo para a formação da classe dominante, dos políticos, dirigentes de empresas, comandantes militares, bispos e cardeais, ela continua, no entanto, um modelo excelente para a educação da elite intelectual.

Não pretendo que seja possível ou mesmo desejável montar uma escola, muito menos um sistema nacional de educação, segundo o formato grego. Não é nesse sentido que uso a palavra “modelo”. Uso-a para designar apenas uma unidade de comparação e de medida que possa servir para a orientação pessoal, seja de alguns educadores, seja de pais de família interessados em homeschooling, seja de estudantes devotados a educar-se ou reeducar-se a si mesmos. Alguns dos meus alunos já têm clara consciência disso e vêm tirando proveito do exemplo grego, tanto para si mesmos quanto para seus filhos e, quando são professores, para seus alunos (v., por exemplo, http://radiovox.org/2013/10/24/carlos-nadalim-encontrando-alegria/).

Ad Hominem Entrevista: Olavo de Carvalho

“O problema essencial é restaurar o senso da filosofia como uma disciplina integral da inteligência, superando, de um lado, a mutilação burocrático-profissional e, de outro, o empastelamento ideológico-partidário.”

HÁ QUASE vinte anos, a indigência intelectual brasileira, sempre tão orgulhosa de suas nobres realizações, ganhava nome e sobrenome: O Imbecil Coletivo – Atualidades Inculturais Brasileiras. O sucesso clamoroso do livro, que em pouquíssimos meses esgotou várias edições, era, a um só tempo, acontecimento preocupante e auspicioso: se de um lado ficava evidente que a inteligência nacional – ou sua falta – seria suficiente para preencher dezenas de volumes, em contrapartida o interesse pelo diagnóstico e possível tratamento sugeria que talvez não estivéssemos condenados a desaparecer do mundo civilizado de forma definitiva.

Muita coisa piorou de lá pra cá. A ascensão do PT ao poder, a hegemonia do pensamento de esquerda – predominantemente em sua versão gramsciana – e a quase absoluta sonegação de todo pensamento filosófico e político que não seja, de modo mais ou menos explícito, afeito às comodidades e cumplicidades daquilo que um dia já ousaram chamar de “jornalismo”, parecem denunciar o fracasso do empreendimento intelectual e pedagógico de Olavo de Carvalho. Se tudo piorou e a “longa marcha da vaca para o brejo” é mesmo o inescapável roteiro do pensamento guarani-kaiowá, que é que se ganhou com tudo isso?

Elogio da ira, ou: De como o Brasil pode amadurecer com Olavo de Carvalho

Imitam-lhe os sonoros palavrões e agressões, mas não os quarenta anos de silenciosa luta interna.


Não há dúvidas que Olavo é o primeiro brasileiro de influência pública e cultural que tem a coragem e a maturidade de caráter para canalizar uma ira justa contra coisas erradas, ainda que sejam mesquinharias, sem se esquivar da luta com desculpas de bom-mocismo.

Uma civilização é uma rede de instituições sociais e culturais criada por pessoas de caráter maduro e com capacidade de educar novas pessoas para este mesmo nível de maturidade ou até mais alto. Esta maturidade consiste no pleno desenvolvimento das virtudes mais altas, o que é o mesmo que dizer as mais humanas e divinas.  Este desenvolvimento, entretanto, é dependente de forças que o façam acontecer, não bastando a consciência de sua possibilidade. Tanto os helênicos clássicos, como vemos em Platão, quanto os helênicos cristãos, como veremos em referência à Filokalia, reconhecem três forças que energizam este processo, e que precisam ser curadas de seu mal uso e estado para tornarem-se efetivas:  1) a apetitiva (epithymikon), responsável pelo desejo, pelo querer; 2) a intelectiva (logistikon), responsável pela apreensão da verdade; 3) e a incensiva (thymikon), responsável pelas emoções intensas, e mais comumente a ira.

Repórter Vox: a importância do trabalho de Olavo e a estupidez da esquerda tapuia

O sucesso e a repercussão em torno do novo livro de Olavo de Carvalho, ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’, bem como a importância da obra do filósofo foram os assuntos da entrevista realizada por Alex Pereira, da Rádio Vox, durante o encontro de lançamento do livro em São Paulo, no último sábado, no qual foi realizada a videoconferência em que Olavo contou um pouco de sua vida e comentou a atual situação política e cultural do Brasil.

Os entrevistados foram Felipe Moura Brasil, organizador do livro, Alexandre Borges, diretor do Instituto Liberal, o articulista Flavio Morgenstern, que fizeram ótimas observações sobre a reação patética de militantes esquerdistas diante do êxito do livro e o impacto do trabalho de Olavo sobre a vida intelectual de tantas pessoas.

O programa Repórter Vox, que vai ao ar aos domingos, às 22 horas, ainda trouxe uma entrevista com o professor Ricardo da Costa, sobre as atuais condições do ensino superior no Brasil, principalmente no que diz respeito à área da História. Confira.