Globalismo


O alerta de um soldado

bukovskyO especialista em geoestratégia Jeffrey Nyquist apresenta as reflexões do dissidente e ex-prisioneiro político russo Vladimir Bukovsky sobre o comprometimento de socialistas ocidentais com Moscou, a natureza totalitária da União Européia e a expansão do socialismo em escala global, que vai neutralizando todos os seus possíveis opositores a cada dia.

Há mais de 160 anos, Søren Kierkegaard declarou que “a verdade é um poder”. Mas é um poder que raramente é reconhecido de antemão, porque implica em sofrimento, o que a maioria das pessoas não quer. No entanto, ao fim a verdade vence e a maioria a aceita. “Por quê?”, pergunta Kierkegaard. Não porque ela é verdade. “Eles aderem a ela”, ele explica, “porque todo mundo mais também.”

Prêmio Nobel da P… peraí!

O Prêmio Nobel mostrou toda a sua face criminosa, a sua desavergonhada servidão à Nova Ordem Mundial. Mas isso não é de hoje.

hopenosisDiga-me quem te premiou e eu te direi quem és.

Hoje, um dos correspondentes do jornaleco Zero Hora escreveu que o Barack Hussein ganhou o Prêmio Nobel da Esperança. Gostei do veneno. Mas o tal jornalista, a essas horas, já deve estar na rua do jornaleco.

O suicídio anunciado

Será que não estão vendo que ambos são aliados no cerco sul aos EUA através do Foro de São Paulo? Chávez vai às compras em Moscou e às vendas (de material físsil) em Teerã sendo bem sucedido em ambos e alguém acredita que, se até os jornalistas de esquerda falam disto, a Casa Branca nem desconfia?

yes_we_canOntem, o atual morador da Casa Branca, Barack Hussein, o Obaminável, destruiu a rede de defesa antimíssil que seria instalada na Polônia (mísseis interceptadores) e na República Tcheca (radares de alerta antecipado). Num discurso cheio de floreios e uma obra prima de desfaçatez, anunciou “uma nova arquitetura” de defesa para o território americano. Rendeu-se às ameaças de Putin e fez ouvidos moucos aos tradicionais aliados na Europa do Leste que conhecem muito bem os russos. Quem primeiro deu o alarme foi o Primeiro Ministro Tcheco, pois sabe que deixar as mãos do KGB livres significará em pouco tempo a “nova arquitetura” da velha Cortina de Ferro.

FHC, vendido à CIA?

A Fundação Ford trabalha, sim, para um projeto imperialista, mas não americano. Trabalha para o internacionalismo socialista, de inspiração fabiana, empenhado em demolir a soberania dos EUA para substitui-la progressivamente por uma Nova Ordem Mundial altamente centralizada, estatista e controladora, da qual o governo Barack Obama é um dos instrumentos mais ativos hoje em dia.

O livro da Sra. Frances Stonor Saunders, Quem Pagou a Conta? A CIA na Guerra Fria da Cultura (Record, 2008), que já mencionei, meses atrás (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/080214jb.html), é um estudo com ares de seriedade acadêmica, onde os fatos vêm tão bem documentados quanto meticulosamente isolados dos dados comparativos necessários à sua avaliação racional. Deveria ser auto-evidente que o relato de um conflito bélico ou político, como de uma partida de futebol, só faz sentido se as ações de um dos contendores aparecerem articuladas às do seu adversário. Suprimida metade do enredo, a outra metade pode adquirir as proporções e o significado que a imaginação de cada um bem entenda. A imaginação da Sra. Saunders empenha-se em deformar a história da Guerra Fria com uma constância obstinada e uma coerência metódica que excluem, desde logo, a hipótese da mera incompetência. Por isso mesmo ela se tornou uma autora tão querida da mídia brasileira, que na obra da pesquisadora inglesa se compraz voluptuosamente em enxergar, refletida e adorável, a imagem da sua própria mendacidade.

ONU: Especialistas reagem a direitos gayzistas em comitê

Outros críticos vêem a medida como violação da soberania dos países ao tentar impor normais culturais “transnacionais” em países ao redor do mundo. O tratado de 1966 não contém nenhuma referência à “identidade de gênero e orientação sexual”, e quando as nações negociaram o documento, a intenção não era abranger tais categorias novas e estranhas.

NOVA IORQUE, EUA, 31 de agosto de 2009 (Notícias Pró-Família) – Nesta semana importantes especialistas legais conservadores condenaram recente decisão de um comitê de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de incluir “orientação sexual e identidade de gênero” como uma categoria protegida sob um tratado fundamental de direitos humanos.

Lei natural e direito

Do ponto de vista da filosofia do Direito temos aqui a grande síntese do ateísmo materialista, o casamento perfeito das idéias de Epicuro e Zenon. A fonte do Direito, para essa gente, é a razão pura e os Estados têm como objetivo, sob seu comando,  garantir uma ordem hierarquizada, de cima para baixo. Essa gente acredita ter o sentido da história, pensa que sabe não apenas o que é bom para a humanidade, mas o que é o melhor. Acham-se eles os patronos da felicidade da raça humana.

Em artigo anterior referi-me ao problema da elaboração das leis, não propriamente do ponto de vista de sua técnica legislativa, mas de como são concebidas. No mundo contemporâneo as leis podem emanar dos Legislativos, bem como da iniciativa do Poder Executivo, que mais das vezes exorbita de suas funções. Mesmo o Poder Judiciário também legisla, seja de forma negativa, derrogando leis consideradas inconstitucionais, seja de forma positiva, firmando interpretações que passam a ter força de lei sobre toda a sociedade. Referi-me a sua concepção, sua inspiração, a quem, de fato, elabora a lei do ponto de vista intelectual. Está em curso uma padronização dos sistemas jurídicos nacionais, no rumo do Governo Mundial. É a materialização das mais tenebrosas distopias.

“Teorias da Conspiração”: Clube Bilderberg e Diálogo Interamericano

A síntese do Poder Mundial seria composta pelos “controladores”, pelos agentes conscientes (lideranças político-partidárias) e agentes inconscientes. Os instrumentos de dominação seriam as ideologias, o terrorismo, diferenças raciais e regionais, o ambientalismo, o indigenismo, com incentivo aos movimentos de secessão.

Clube Bilderberg

O Clube Bilderberg (CB) foi criado entre 29 e 31 de maio de 1954, na cidade de Oosterbeckl, Holanda. Desde então, os mais importantes banqueiros, industriais, donos de comunicação, políticos, famílias reais europeias e outras personalidades se reúnem anualmente para traçar os rumos do planeta, dentro dos moldes do que seria um governo mundial secreto.

A OEA, órgão do Foro de São Paulo

Que houve colaboração entre o Diálogo e o Foro, não se pode negar. Pelo menos um encontro discreto entre representantes das duas entidades aconteceu em maio de 1993. O fato foi completamente ocultado pela grande mídia norte-americana e só saiu na edição cubana do Granma no dia 5 daquele mês. Como no ano passado eu recebesse dos arquivos do Dr. Graça Wagner um recorte parcial da matéria, pedi que um assistente meu buscasse o texto integral na Biblioteca do Congresso. A coleção completa do Granma estava lá: só faltava a edição de 5 de maio de 1993. A mesma lacuna observou-se em várias outras bibliotecas, alimentadas por aquele organismo central. Coincidência ou não, a então diretora da seção latino-americana da Biblioteca do Congresso era a mesma pessoa que havia organizado o encontro entre o Diálogo e o Foro quinze anos antes.

A teoria de que o think tank democrata “Diálogo Interamericano” controla o Foro de São Paulo foi lançada pelo meu amigo José Carlos Graça Wagner no começo dos anos 90, uma época em que ninguém no Brasil – muito menos ele próprio – tinha uma visão clara do esquema globalista em ação nos EUA. O dr. Wagner foi o pioneiro nas investigações sobre o Foro de São Paulo, mas tão longe da realidade ele estava quanto a esse ponto em particular, que interpretava as ações do Diálogo em termos do interesse nacional dos EUA, acreditando que o apoio dado por aquela entidade à esquerda latino-americana visava a conter o fluxo da imigração ilegal que ameaçava a segurança interna daquele país. Transcorrida uma década e meia de apoio constante da esquerda democrata à abertura das fronteiras para os ilegais, essa hipótese deve ser considerada apenas um erro já longamente superado. Desenterrá-la é deixar-se hipnotizar por um fantasma.

Um globalismo cristianizado?

A rejeição categórica do diagnóstico econômico e das soluções propostas pelo Papa Bento XVI deve, portanto, vir junto com o apoio mais decidido aos valores gerais que ele proclama. E a melhor maneira de fazer isto é mostrar que esses valores vão no sentido precisamente oposto ao dos remédios que ele propõe.

pope_easterEm qualquer texto doutrinário que vise a influenciar de algum modo a vida política, é preciso distinguir três níveis: (1) os princípios morais e políticos gerais proclamados ou implícitos; (2) a análise da situação concreta, e (3) as ações sugeridas ou apoiadas. No primeiro nível, a encíclica Caritas in Veritate proclama a necessidade de fundar toda política social na caridade, e esta na verdade: “Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é a luz que dá sentido e valor à caridade.” No segundo nível, oferece um diagnóstico totalmente falso das causas da presente crise econômica. No terceiro, sugere como remédio aos males da economia atual a intensificação e ampliação das mesmas causas que os determinaram. Por mais que eu respeite a pessoa do Papa e a santidade do seu ofício, não posso ver aí verdade nenhuma, nem portanto caridade, exceto se por esta palavra entendermos as boas intenções ineficazes que a própria Encíclica condena.

As palavras do Papa

Penso que o Papa aqui caiu em uma armadilha política sem retorno. Engajou a Igreja de Cristo em um projeto suicida. Uma forma de governo mundial, qualquer que seja ela, só existirá em prejuízo da pessoa humana, apartando os poderes públicos dos indivíduos em carne e osso. A grande falácia é que a crise poderia ser superada por uma forma de governo assim. Ao contrário. A crise aconteceu precisamente porque os governos nacionais se agigantaram na ânsia fáustica e blasfema de abolir o risco existencial, contra a vontade expressa de Deus.

Li com tristeza a nova encíclica do Papa Bento XVI (Caritas in Veritate), por dois motivos principais. Primeiro, porque eu esperava uma palavra nova sobre os tremendos acontecimentos dos nossos tempos, e não falo apenas da crise econômica tão saliente que vivemos. E, segundo, pelas concessões que o Santo Padre fez às teses mais caras do esquerdismo mundial. Nunca esperei ver a assinatura do Cardeal Ratzinger em um documento que desse tanta ênfase ao politicamente correto e ao economicamente errado.