Globalismo


Muçulmanos suicidas perdem para evangélicos e judeus suicidas

Os EUA foram fundados por evangélicos perseguidos que amavam Israel, e um de seus mais importantes presidentes modernos, Ronald Reagan, foi um dos maiores apoiadores de Israel – sem mencionar um grande opositor do aborto legal. Depois da ação dos homens-bombas evangélicos, tudo o que sobrou foi Obama e uma nação americana empenhada na sacralização e proteção mundial do aborto e do homossexualismo.

Quem disse que os cristãos não são exemplos de suicídio?

Mas eles não estão sozinhos.

Um homem-bomba, que mata muitas pessoas explodindo veículos no esforço de chamar atenção, é também chamado de terrorista suicida. O islamismo radical detém o monopólio desse estranho suicídio que, em vez de matar e destruir exclusivamente o autor e outros terroristas semelhantes, mata inocentes.

A liberdade como serva da tirania

O livre mercado tornou-se o pretexto com que as forças globalistas interessadas na construção de um governo mundial controlador e despótico vão minando as soberanias nacionais e induzindo povos inteiros a abdicar de todas as demais liberdades em troca do simples poder de comprar e vender. O argumento de que a liberdade econômica traz consigo todas as demais liberdades é aí usado como pretexto para produzir o resultado oposto: suprimir todas as liberdades exceto uma.

Há pelo menos quarenta anos o debate político neste país gira em torno da escolha entre livre mercado e intervencionismo estatal, identificados respectivamente com a “direita” e a “esquerda” e incumbidos de definir automaticamente, a partir dessa base econômica, as demais alternativas humanas em todos os campos da cultura, da legislação, da moralidade, etc. Quando alguém se define como “liberal”, é portanto automaticamente classificado entre os direitistas, conservadores e reacionários, tornando-se, em contrapartida, socialista, progressista e revolucionário tão logo mude para o campo do intervencionismo estatal. Os ícones das facções respectivas são Roberto Campos e Celso Furtado.

Catolicismo de aparências

Por que o movimento focolarino, em seu site, defende o domínio mundial da ONU e a destruição da soberania dos povos, inclusive, adulterando o sentido do princípio da subsidiaridade da Igreja, afirmando, categoricamente, que os Estados nacionais serão subsidiários da própria ONU?!

É com enorme surpresa que recebo várias cartas de alguns católicos furiosos, a respeito de meu artigo, “Os focolarinos e sua economia de ‘comunhão’ comunista”, no site Mídia Sem Máscara. De fato, tento encontrar explicações para tamanho furor, já que até o dado momento, ninguém me deu um argumento convincente para que eu mudasse de idéias, a respeito das incoerências intelectuais do movimento focolarino. A grande maioria, curiosamente, usou do argumento da autoridade, para querer rebater meus argumentos. Ou, na pior das hipóteses, duvidaram da minha honestidade sobre o assunto.

Já pensou?

A história caminha e a China está bombando seu crescimento numa surpreendente versão do capitalismo posto a serviço do totalitarismo.

Parte ativa de um vastíssimo processo de acomodação de forças determinado pela globalização, a China se agiganta no contexto da economia internacional com a força de um player peso pesado. A atual curiosidade sobre o país excede, em muito, a que existia ao tempo dos mistérios e brumas resguardados pela Grande Muralha.

Nunca é demais lembrar que a partir de 1949, quando o comunista Mao Zedong finalmente derrotou os nacionalistas do Kuomintang, essa mesma China repartiu com a União Soviética os amores e os suspiros ideológicos de praticamente toda a esquerda mundial. Centenas de camaradas daqui, inclusive o núcleo central da Ação Popular e, posteriormente, da Guerrilha do Araguaia, foram buscar treinamento militar em Pequim. Em 1967, Jean-Luc Godard acabou sendo profético ao retratar no filme “La Chinoise” a influência da Revolução Cultural e do comunismo chinês sobre a burguesia estudantil francesa que se levantaria em Nanterre e na Sorbonne no ano seguinte. Em certo momento do filme, a personagem Véronique, em consonância com as receitas dos livrinhos vermelhos que se empilhavam no apartamento, afirma: “Eu botaria uma dinamite na Sorbonne, no Louvre e na Comédie Française”. O Livrinho Vermelho dessa China maoísta substituía a Playboy no banheiro da rapaziada daqueles anos muito loucos.

O tempo passou. Após a queda do Muro de Berlim sobreveio algo ainda mais inacreditável: a Grande Muralha arrombou seus portões aos investimentos estrangeiros. O capitalismo já havia chegado à Rússia, é verdade. Mas para a China ele se mudou com armas, bagagens, tecnologia, máquinas, marcas e grifes. A economia do país, crescendo segundo taxas anuais assustadoras, incontroláveis, será a segunda força mundial bem antes de 2020, suplantando o conjunto dos 27 países da União Européia. E, em seguida, ultrapassará a economia norte-americana. No livro “Cuentos Chinos”, publicado em 2005, o argentino Andrés Oppenheimer prenuncia que a hegemonia mundial, em meados do século, estará repartida entre China e Estados Unidos. 

E a velha esquerda não democrática, como fica? Hoje está bem nítido que o anti-americanismo é seu grande fator de unidade, levando-a a abraçar-se com o que há de mais retrógrado no planeta – ditadores africanos, terroristas islâmicos, narco-guerrilheiros colombianos e por aí afora. Esses laços de ternura anti-americanistas ficaram evidentes na recente visita de Lula ao Vietnã, quando nosso homem no exterior transbordou entusiasmo ao lembrar o êxito vietnamita na guerra contra os EUA: “Fiquei tão orgulhoso da vitória quanto os próprios vietnamitas (…) foi a vitória dos oprimidos. E nós nos sentimos co-participantes e muito orgulhosos do significado para a humanidade da vitória de vocês”. A tal grande vitória dos oprimidos matou, logo após, mais de dois milhões de seres humanos, mas acho que o co-participante Lula estava tão orgulhoso que não ficou sabendo.

Contudo, a história caminha e a China está bombando seu crescimento numa surpreendente versão do capitalismo posto a serviço do totalitarismo. É um capitalismo do pior feitio, sanguinário, destituído de quaisquer escrúpulos, que teria causado engulhos ao mais ganancioso empresário manchesteriano do século 19. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos enfrentam uma poderosa força destrutiva interna, que ataca seus valores e seu sistema. E pode acabar se tornando, num mundo bi-polarizado com a China, a versão política e ideológica domesticada pela velha esquerda, sendo por ela adotado como única alternativa remanescente. Já pensou?

O inimigo tem um nome

O inimigo tem um nome preciso e conciso: islamismo, uma versão utópica e radical do Islã. Os islamistas, adeptos dessa ideologia bem financiada, disseminada e totalitária, estão tentando criar uma ordem islâmica global.

Se você não consegue dar nome ao seu inimigo, como poderá derrotá-lo? Tanto quanto um médico identifica uma doença antes de curar um paciente, um estrategista também precisa identificar o adversário antes de vencer uma guerra. Todavia, os ocidentais têm se mostrado relutantes para identificar o oponente no conflito que o próprio governo dos Estados Unidos chama, de forma variada  (e eufemisticamente), de “guerra global ao terror”, a “longa guerra”, a “longa luta contra o extremismo violento” [sic], ou ainda, a “luta global pela segurança e progresso”.

Esta timidez se traduz numa inabilidade para definir objetivos de guerra. Duas declarações de fontes de alto nível do governo americano, que datam do final do ano 2001, tipificam as declarações vagas e ineficazes emitidas pelos governos ocidentais. O então Secretário de Defesa Donald Rumsfeld definiu vitória como o estabelecimento de “um ambiente onde possamos de fato desempenhar e viver [nossas] liberdades”. Em contraste, George W. Bush anunciou um objetivo mais restrito, “a derrota da rede de terrorismo global”, o que quer que essa rede indefinida possa ser.

De fato, “derrotar o terrorismo” permaneceu como o  objetivo básico da guerra. Conseqüentemente, os inimigos são os terroristas e o contraterrorismo é a resposta principal.

Contudo, especialistas vêm concluindo, cada vez mais,  que o terrorismo é apenas uma tática, e não um inimigo. Bush admitiu isso, efetivamente, em meados de 2004, reconhecendo que “[N] ós realmente chamamos a guerra ao terror por um nome errado”. Corrigindo, ele chamou a guerra de “uma luta contra extremistas ideológicos que não acreditam em sociedades livres e que fazem uso do terrorismo como arma, tentando assim abalar a consciência do mundo livre”.

Um ano mais tarde, em meio às conseqüências dos atentados a bomba em Londres [o 7/7], o primeiro-ministro britânico Tony Blair levou a discussão adiante ao falar do inimigo como “uma ideologia religiosa,  uma tendência distorcida dentro da religião do Islã”. Logo depois, o próprio Bush usou os termos “radicalismo islâmico”, “jihadismo militante” e “islamo-fascismo”. Mas essas palavras suscitaram muitas críticas e ele recuou.

Em meados de 2007, Bush reverteu o discurso e então falou sobre “a grande luta contra o extremismo que ora campeia por todo o Oriente Médio”. E é neste ponto que as coisas estão agora, tanto que agências do governo americano estão sendo instruídas a referirem-se ao inimigo em termos tão nebulosos quanto “culto da morte”, “semelhante a culto”, “culto sectário” e “violentos praticantes de cultos”.

Na verdade, o inimigo tem um nome preciso e conciso: islamismo, uma versão utópica e radical do Islã. Os islamistas, adeptos dessa ideologia bem financiada, disseminada e totalitária, estão tentando criar uma ordem islâmica global que aplique a lei islâmica (Shar’ia) em sua totalidade.

Deste modo definido o inimigo, a resposta necessária torna-se clara. Ela divide-se em duas partes: derrotar o islamismo e ajudar os muçulmanos a desenvolver uma forma alternativa do Islã. Não é coincidência que, anteriormente, esta abordagem tenha sido posta em prática pelas potências aliadas vis-à-vis dois outros movimentos utópicos radicais, o fascismo e o comunismo.

Primeiro vem o fardo de derrotar um inimigo ideológico. Assim como em 1945 e 1991[*], o objetivo precisa ser a marginalização e o enfraquecimento de um movimento ideológico consistente e agressivo, de modo que este não mais atraia seguidores nem ofereça uma ameaça que abale o mundo. A II Guerra Mundial, vencida com sangue, aço e bombas atômicas, oferece um modelo para a vitória. A Guerra Fria, com a dissuasão nuclear, a complexidade e o colapso quase pacífico, oferece outro, bem diferente.

Presumivelmente, a vitória sobre o islamismo tirará lições desses dois legados, misturando-os numa nova mistura de guerra convencional, contraterrorismo, contrapropaganda e muitas outras estratégias. De um lado, o esforço de guerra levou à derrubada do governo Talibã no Afeganistão; de outro, requer rechaçar os radicais islamistas que, de forma legal, trabalham no interior das arenas educacional, religiosa, midiática, jurídica e política.

O segundo objetivo envolve a ajuda a muçulmanos que se opõem aos objetivos islamistas e desejam oferecer uma alternativa à perversão do islamismo ao reconciliar o Islã com o que há de melhor nos modos modernos. Mas tais muçulmanos estão enfraquecidos, sendo não mais que indivíduos separados e que apenas começaram o duro trabalho de pesquisa, comunicação, organização, levantamento de fundos e mobilização.

Para fazer tudo isso de forma mais rápida e eficiente, esses moderados precisam de encorajamento e patrocínio não-muçulmano. Não importando o quão pouco comoventes ou apelativos os moderados possam parecer agora, somente eles, com o apoio do Ocidente, detêm o potencial de modernizar o Islã, e por meio disso, erradicar a ameaça do islamismo.

No fim das contas, o islamismo representa dois desafios principais aos ocidentais: falar francamente e almejar a vitória. Nenhuma dessas atitudes vem naturalmente à pessoa moderna, que tende a preferir o comportamento “politicamente correto”, a “resolução de conflitos”, ou até mesmo, o apaziguamento. Mas, uma vez que estes obstáculos tenham sido vencidos, a fraqueza objetiva do inimigo islamista, em termos de arsenal, economia e recursos, significa que ele pode ser prontamente vencido.

Notas:

[*] Nota Editoria: O articulista Daniel Pipes faz parte de uma corrente de pensamento – majoritária no mundo, diga-se – que acredita que o fim da URSS marcou o fim do comunismo. Esta não é a visão da maioria dos articulistas do MSM, nacionais ou estrangeiros. Todavia, essa divergência não somente é salutar para o debate, como não empana, de maneira alguma,  o brilho das análises do Sr. Pipes acerca do Oriente Médio e do Islã.

Publicado originalmente  no Jerusalem Post em 19/06/08

Também disponível em danielpipes.org

Tradução: MSM

O que está em risco não é o clima, mas a liberdade

A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global.

Vivemos tempos estranhos. Um inverno excepcionalmente quente é suficiente – desconsiderando o fato de que no decorrer do século XX a temperatura global cresceu apenas 0,6 por cento – para que os ambientalistas e seus seguidores sugiram medidas radicais para fazer algo – e fazê-lo já – quanto ao clima. No ano passado, o dito “documentário” de Al-Gore foi exibido em cinemas no mundo todo, o relatório britânico Stern  – mais ou menos de Tony Blair – foi publicado, o quarto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas foi concretizado e a conferência do Grupo dos Oito anunciou a vontade de se fazer algo em relação ao clima. As pessoas racionais e defensoras da liberdade devem se pronunciar. Os ditames do politicamente correto são rígidos e apenas uma verdade autorizada, não pela primeira vez na história, nos é imposta. Todo o resto é denunciado.

O escritor Michael Crichton declarou de forma clara: “O maior desafio que enfrenta a humanidade é distinguir a realidade da fantasia, a verdade da popaganda”. Eu entendo da mesma maneira, porque a histeria do aquecimento global tornou-se o maior exemplo do problema da verdade versus a propaganda. Requer-se coragem para opor-se à verdade “estabelecida”, embora muitas pessoas – incluindo cientistas renomados – vejam a questão das mudanças climáticas de forma totalmente diversa. Eles protestam contra a arrogância daqueles que defendem a hipótese do aquecimento global estar relacionado às atividades humanas.

Como alguém que viveu sob o comunismo a maior parte da sua vida, sinto-me obrigado a dizer que vejo no ambicioso ambientalismo, e não no comunismo, a maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade, hoje. Esta ideologia quer substituir a evolução livre e espontânea da humanidade por algum tipo de planejamento central (agora global).

Os ambientalistas pedem por ação política imediata porque eles não acreditam no impacto positivo do crescimento econômico a longo prazo, e ignoram tanto o progresso tecnológico de que as futuras gerações sem dúvida usufruirão como o fato comprovado de que, quanto maior a riqueza da sociedade, maior é a qualidade do meio ambiente. Eles são malthusianos pessimistas.

Os cientistas deveriam nos ajudar e levar em consideração os efeitos políticos de suas opiniões. Eles têm como obrigação declarar suas acepções políticas e juízos de valor e o quanto estes afetam as suas seleções e interpretações das evidências científicas.

Faz algum sentido falar sobre aquecimento da Terra quando analisamos o caso no contexto da evolução do nosso planeta ao longo de centenas de milhões de anos? Todas as crianças aprendem na escola sobre as variações da temperatura, sobre as eras glaciais, sobre o clima muito mais quente da Idade Média. Todos nós percebemos que mesmo durante a nossa vida ocorrem mudanças de temperatura (em ambas as direções).

Graças a avanços na tecnologia, o crescimento da riqueza disponível, a racionalidade das instituições e a capacidade dos países se organizarem, a adaptabilidade da sociedade humana cresceu radicalmente. E ela vai continuar crescendo e vai solucionar qualquer conseqüência em potencial de variações climáticas moderadas.

Concordo com o professor Richard Lindzen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que disse: “As gerações futuras vão se admirar com a estupidez desconcertante de que o mundo desenvolvido do início do século XXI entrou em um pânico histérico a respeito de um aumento de temperatura global médio de alguns poucos décimos de grau, e, com base em exageros grosseiros de projeções feitas por computador de forma altamente duvidosa, combinado a uma implausível cadeia de inferências, passou a contemplar a possibilidade de reverter a era industrial”.

A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global. Como uma testemunha do atual debate mundial sobre mudança climática, eu sugiro o seguinte:

– Pequenas mudanças climáticas não demandam medidas restritivas abrangentes

– Qualquer supressão da liberdade e da democracia deve ser evitada

– Em lugar de organizar as pessoas de cima para abaixo, deixemos que cada um viva como quiser

– Resistamos à politização da ciência e oponhamo-nos ao termo “consenso científico”, que é sempre alcançado por uma minoria barulhenta, nunca por uma maioria silenciosa

– Ao invés de falar sobre “o meio ambiente”, sejamos atentos a ele no nosso dia-a-dia

– Sejamos humildes, porém confiantes na evolução espontânea da sociedade humana. Acreditemos na sua racionalidade e não tentemos freá-la ou desviá-la em qualquer direção.

– Não nos assustemos com previsões catastróficas ou utilizemo-nas para defender e promover intervenções irracionais nas vidas humanas.

Notas:

* Václav Klaus é presidente da República Tcheca

Fonte: Financial Times UK – http://www.hacer.org/current/LATAM232.php

Tradução: Marcel van Hattem

True Lies II – a face oculta do governo mundial

Heitor de Paola revela detalhes sobre onde a UNESCO, durante a administração de Robert Muller, procurou inspiração para seus programas educacionais.

“Dentro da ONU está o germe e a semente de um

grande grupo internacional de meditação e reflexão –

um grupo de pensadores bem informados, em cujas mãos está o

destino da Humanidade. Eles estão sob o controle de muitos

discípulos do ‘quarto raio’ […] e seu foco é o plano de intuição

Búdica – o plano que comanda toda atividade hierárquica”

Alice B. Bailey [1]

Discipleship in the New Age

Alice Bailey é a inspiradora espiritual de um dos personagens mais sinistros da segunda metade do século passado, Robert Muller. Muller foi Secretário Assistente durante os mandatos de três Secretários Gerais da ONU: Dag Hammarskjöeld (1953-1961), U Thant (1961-1971) e Kurt Waldheim (1972-1981). Foi o idealizador de um método novo de ensino, o World Core Curriculum [2] (*) e fundador da primeira Escola Robert Muller, em Arlington, Texas.

A base deste novo método era constituída de crenças ligadas à New Age, como o holismo, a Espiritualidade Global, o ensino centrado na Mãe-Terra (Gaia) como o centro de toda as crenças religiosas. Os três princípios fundamentais são: Unidade com o Planeta, Unidade com o Povo e Harmonia do Self. Introduzia-se o ‘Pensamento Crítico’ que não significa o que parece – ensinar a criança a pensar por si mesma – mas ‘a aprender como subverter os valores tradicionais de nossa Sociedade. Você não está ‘pensando criticamente’ se aceita os valores transmitidos pelos pais. Isto não é ‘crítico’. Há um viés nitidamente anticristão e antijudaico com a preponderância de práticas mágicas indígenas, panteístas e politeístas, além da mudança da ênfase do ensino para os ‘relacionamentos’ entre indivíduos e entre eles e o planeta [3]. Em 1989 a UNESCO concedeu a Muller o Prêmio de Educação para a Paz e se iniciaram os estudos para que a UNESCO recomendasse que todas as escolas e universidades do mundo se tornassem, lá pelo ano 2000, ‘escolas para a paz e a não-violência’, através do mesmo Curriculum, de ‘modo a preencher a função cósmica inata em cada um de nós’ [op.cit., p. 45]. Muller dirige e depois passa a ser o principal assessor da UNESCO para a educação.

De onde vinha a inspiração para tais ensinamentos? Da já mencionada Alice Bailey. Bem, não exatamente dela, mas de seu ‘guia espiritual’, o Mestre Tibetano Djwhal Khul (gravura), que teria vivido há milhares de anos e falaria através de Alice. Seus primeiros ‘contatos’ se deram aos 15 anos. Em suas próprias palavras: ‘eu estava sentada no escritório, escrevendo. A porta se abriu e entrou um homem alto vestido com roupas ocidentais mas usando um alto turbante. Ele me disse que havia trabalhos já planejados para que eu executasse, mas que eu tinha que mudar muito minha disposição’. Anos depois, ela veio a tomar contato com as ‘Doutrinas Secretas’ dos Teosofistas e reconheceu que ‘aquele homem era o Mestre Koot Hoomi'[4]. Para sabermos a origem dessas idéias é preciso recuar no tempo, até o final do século XIX.

* * *

Estas ‘Doutrinas Secretas’ eram obra de uma das maiores escroques e vigaristas que já existiram, a fugitiva e renegada russa Yelena Pietrovna Blavatsky que apareceu misteriosamente nos EEUU em finais do século XIX. Falida e percebendo a insatisfação dos americanos e ocidentais em geral com o progresso científico e material e o interesse crescente despertado pelo orientalismo e o espiritualismo, passou a se valer disto ensinando que o homem nem era criação divina nem descendente dos macacos como Darwin dizia (sic) mas sim de ‘seres espirituais’. Espertamente alegou que os cientistas haviam estreitado demasiadamente o conceito de ciência, que deveria envolver também conhecimentos ocultos. Logo atraiu um sem número de seguidores. Posteriormente se associou com outros escroques como Annie Besant, Cel Henry Olcott, Georgy Ivanovitich Gurdijeff, Charles Webster Leadbeater. A seita logo se espalhou pelo mundo como uma ‘ciência espiritual que ensina técnicas destinadas a promover a iluminação: estudo dos mestres, preces e meditação’ [5].

Como diziam que as origens estavam na Índia (aonde mais?) sem nunca terem estado lá, estabeleceram sede em Adyar. Leadbeater um conhecido pederasta pedófilo encantou-se por um menino indiano pobre, Jiddu Krishnamurti, filho de um dos seguidores da seita, de quem obteve a posse do mesmo. Leadbeader havia lançado o estudo sobre vidas passadas e logo estudou as vidas de Krishnamurti que publicou em livro “As vidas de Alcyone” [6]. Muito convenientemente encontrou-se que Leadbeader tinha sido casado com Annie Besant 40.000 anos AC e deste casamento havia nascido Krishnamurti, que logo tornou-se o novo Messias.

Foi através de Leadbeader que Alice Bailey tomou contato com as idéias deste grupo. Em 1922 fundou a Lucis (originalmente Lúcifer, aquele que traz a luz) Trust Publishing e a Escola dos Arcanos. Entre 1919 e 1949 publicou 22 livros, 19 dos quais supostamente ‘escritos’ pelo Mestre Djwhal Khul, inclusive os que influenciaram Muller e até hoje a UNESCO e resultaram em outras sociedades como a ‘Igreja Universal e Triunfante’ e o ‘Centro Tara’. Sua ‘mensagem’ é a paz mundial, a unidade de todas as religiões e a dedicação à Humanidade (**). É considerada a mãe da forma atual do movimento da New Age, a ‘nova espiritualidade’, da qual um dos principais sponsors é Al Gore [7]. Comparando com a ‘Revolução Cultural’ de Gramsci, Olavo de Carvalho diz que ‘[ambas] têm algo em comum: ambas pretendem introduzir no espírito humano modificações vastas, profundas e irreversíveis. Ambas convocam à ruptura com o passado, e propõem à humanidade um novo céu e uma nova terra [8].’

Os adeptos da Nova Era chegaram à conclusão que o principal guia espiritual deste ‘acordar’ foi o padre jesuíta e antropólogo francês Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). O indefectível Muller escreveu: ‘Teilhard sempre viu as Nações Unidas como a concretização institucional de sua filosofia monista e evolucionária aplicada à política, levando-o a advogar a visão de alguma forma de existência de somente um governo mundial’ [9]. Em seu livro ‘The Future of Man’ Teilhard escreveu: ‘Apesar de que ainda não se pode prever a forma, a humanidade amanhã vai acordar para um mundo pan-organizado’ [10].

A essência das idéias de Teilhard está contido em seu livro ‘O Fenômeno Humano’ [11]. Num esboço rápido, o autor defende uma continuidade absoluta entre criação da Terra, seres inanimados, seres vivos e o homo sapiens, aquele que, através do processo que denominou hominização atinge a capacidade reflexiva e, pela socialização torna-se a ‘camada pensante’ do planeta. É uma visão sintética do desenvolvimento evolutivo universal, terminada no aparecimento abrupto da ‘consciência do self’ – o limiar da reflexão – e posteriormente na união mundial de uma rede de todos os pensamentos humanos, o que denominou noosfera, em cujo âmago preside o Cristo, ápice da evolução. Cristo conduziria a humanidade de forma tanto transcendente como imanente para o ‘Ponto Omega’, o Reino de Deus. Esta noosfera representa o nível superior à biosfera, à hidrosfera e à atmosfera. Isto é, seria algo assim como uma extensão dos fenômenos geológicos e biológicos, produzido por uma ‘nova era’ da evolução, a noogênese (op. cit., pp. 188 ss). Suas obras foram banidas pela Igreja porque conceituavam um Cristo que nada tinha a ver com a noção Cristã.

Pois foi por aí mesmo que Alice Bailey e seu discípulo Muller pegaram Teilhard e estenderam para um conceito sincretista e panteísta de Cristo e de Deus como uma energia impessoal, Deus é tudo, está em tudo, e Cristo nada mais é do que um dos ‘Mestres Ascendentes’, um Avatar, juntamente com Maitreya e Boddhisattva ou o Imã Mahdi ou as ‘forças vivas de Gaia’, a ‘Mãe Terra’ [12]. A preparação para o reaparecimento de Cristo nada tem a ver com o conceito bíblico da volta de Cristo no Juízo Final, mas sim do ‘Mestre Universal’ que estabelecerá uma ‘Era de Ouro’ sobre a Terra.

E é exatamente isto que tem sido ensinado nas Escolas Robert Muller e recomendado pela UNESCO, através da Outcome-Based Education (OBE) (*): o fim de todos os conflitos religiosos pela eliminação de todas as religiões que seriam substituídas por um ‘naturalismo científico’ (**).

* * *

Fazer penetrar nas Nações Unidas estas idéias foi brincadeira de criança para o Secretário Assistente Robert Muller: Dag Hammarskjöeld, o economista racional nórdico, terminou sua carreira na Secretaria Geral como um grande místico, defendendo que a espiritualidade era a chave última para o destino da Terra, no tempo e no espaço [13]. Para se ter uma idéia de qual espiritualidade falava, um folheto sobre a Sala de Meditação no edifício sede, dizia que o misterioso altar magnético dentro dela ‘é dedicado ao Deus que todos os homens cultuam, sob diversos nomes e várias formas’ [id.]. Em 1973, U Thant, outro místico, fundou a organização ‘Cidadãos Planetários’, juntamente com o ativista da Nova Era Donald Keys. Esta organização está devotada à propaganda no Novo Gnosticismo, que elimina as noções básicas das religiões tradicionais. Como já dizia Olavo de Carvalho: ‘Com (a eliminação do) senso da eternidade e da universalidade, vai embora também o senso de verdade, a capacidade humana de distinguir o verdadeiro do falso, substituído por um sentimento coletivo de “adequação” ao “nosso tempo”. A “supraconsciência” da Nova Era […..] (atinge) a mais absoluta falta de inteligência’ [op.cit., p 71].

Consta que Javier Perez de Cuellar, Secretário Geral de 1982-1992, teria sido abduzido por seres extraterrestres em 30 de novembro de 1989. Embora ele se recusasse a falar sobre isto, numa pergunta direta feita pelo Príncipe de Lichtenstein – supostamente uma autoridade mundial em UFO’s – ele não negou [id]. A possível invasão de seres alienígenas sai do reino da pura ficção científica para ser endossada pelo líder da ONU e considera-se que faria parte da propaganda para criar um governo mundial que representasse a Humanidade num eventual conflito interplanetário (para mais detalhes deste engodo ver [14]). No edifício sede da ONU existe um instrutor oficial de ‘meditação indígena’, Sri Chinmoy, que promove duas sessões semanais nas quais sua audiência deve relaxar e entrar em transe através de músicas.

Robert Muller re-escreveu o primeiro capítulo da Bíblia para incluir as Nações Unidas. Sob o título ‘A Nova Gênesis’ o primeiro verso fica assim:

‘E Deus viu que todas as nações da Terra, brancas e negras, ricas e pobres, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, e de todos os credos enviavam seus emissários a uma alta casa de vidro [edifício sede] nas praias do Rio do Sol Nascente, na Ilha de Manhattan, para ficarem juntos, pensarem juntos, juntos cuidarem do mundo e todos os seus povos. E Deus disse: Isto é Bom. E foi o primeiro dia da Nova Era [New Age] na Terra’. (ver [9], p. 17).

Em 1980 a ONU inicia uma série de ‘Meditações para a Paz’, comandada por uma miríade de organizações esotéricas e ocultistas, filiadas à ‘Nova Espiritualidade’, embora isto não tenha vindo a público. Evoluíram para ‘Dias de Meditação’ em intervalos regulares, onde foi criada uma ‘Comissão Planetária’ organizada por John Randolph Price cujo objetivo é:

‘documentar a verdade de que o homem é um ser espiritual que possui todos os poderes do mundo espiritual é, na verdade, Deus individualizado, e desde que perceba esta sua verdadeira identidade, tornar-se-á um Mestre da Mente, com domínio sobre o mundo material’ (cit em [13]).

Foram criados os ‘Trabalhadores da Luz’ (Lightworkers) cuja função é levar a Humanidade a uma nova ‘consciência planetária’ (***).

Uma contribuição nada desprezível foi dada pela ativista albanesa Agnes Gonxha Boyaxhiu, estabelecida na Índia, onde fundou as ‘Missionárias da Caridade’ com vários hospitais para carentes e doentes terminais. O principal deles, em Calcutá, está localizado numa propriedade do Templo dedicado a Kali, a deusa indiana da destruição, cujo culto incluía sacrifícios animais. Em julho de 1981 pronunciou pela primeira vez uma ‘Oração Universal pela Paz’, na Igreja Anglicana de St. James, em Picaddilly, Londres, um dos fronts da promoção da Nova Era em círculos cristãos. Esta oração dizia:

‘Leve-me da morte para a vida, da falsidade para a verdade. Leve-me do desespero para a esperança, do medo para a confiança. Leve-me do ódio para o amor. Permita que a paz encha nossos corações, nosso mundo, nosso universo. Paz. Paz. Paz.’

É curioso que uma das mais importantes figuras do catolicismo no mundo, candidata à canonização – sim, trata-se da Madre Teresa de Calcutá (na foto com Danielle Duvalier, esposa de Jean-Claude Duvalier, o “Baby”-Doc) – ao invés de proferir uma prece cristã, tenha entoado uma adaptação de um antigo mantra dos Upanishads (tratados monísticos das doutrinas secretas hindus de 800-600 AC), modificado pelo ambientalista e monge Jainista Satish Kumar [15]. O mantra original diz: ‘Leve-me do irreal para o real! Leve-me da escuridão para a luz! Leve-me da morte para a imortalidade’.

Nos Upanishads não há lugar para um Deus pessoal como o Deus Judaico-Cristão; Deus é o Self, ‘o âmago interior, o self dentro do homem, e quem o conhece não sofre […] não é um sujeito lógico, psicológico nem epistemológico, nem mesmo o self desejoso e ativo do idealismo europeu: é o puro sujeito conhecedor (prãjnã âtmã) [16]. Mas muitos cristãos (sic) consideram os Upanishads tão válidos quanto a Bíblia.

Será por coincidência que Madre Teresa mantinha relações estreitas com notórios ditadores assassinos, como Jean-Claude Duvalier, de quem recebeu a Legion d’Honneur em 1981 e – teoricamente impedida de visitar seu País – tenha ido à Albânia pouco depois da morte do ditador Enver Hoxha para prestar homenagens [17]? E posteriormente tenha voltado lá e dedicado seu Prêmio Nobel da Paz ao mesmo, tendo depositado uma coroa de flores do monumento à “Mãe Albânia”, em Tirana, e prestado homenagem no túmulo do ‘Camarada Enver Hoxha’, acompanhada oficialmente pela Sra. Hoxha, pelos principais Ministros de Estado e pelo Presidente da Assembléia do Povo? Jamais ela fez qualquer crítica ao brutal regime de Tirana nem protestou contra a supressão de todas as religiões [18]. Talvez por isto, em 7 de setembro de 2001, tenha pedido para se submeter a exorcismo pelo Arcebispo de Calcutá, Henry D’Souza [19].

O saudável movimento ecumênico – entre religiões nitidamente separadas mas unidas por alguns ideais comuns – está celeremente sendo substituído por um sincretismo religioso que modifica, de dentro, a própria liturgia, uma espécie de espiritualidade Cristocêntrica na qual o Cristo dos Evangelhos perde todo sentido e não haverá mais lugar para o Deus Judaico-Cristão nem para os Profetas Bíblicos. Veja-se a relação deste sincretismo monista com as idéias de Teilhard de Chardin mencionadas acima.

* * *

É pouco provável que haja uma conspiração ocultista na fundação da ONU. É mais plausível que todos esses elementos interessados num Governo Mundial sincretista e ditatorial, venham se aproveitando da facilidade de infiltração no organismo mundial dado o misticismo de seus dirigentes. Com isto se aproveitam na enorme penetração do mesmo em todos os países e em todas as áreas em cada país, para estabelecer uma rede mundial a serviço de seus propósitos. Precisamos estar alertas porque minando as bases religiosas ocidentais ruirá todo o edifício civilizacional nelas baseado: a liberdade, a democracia, a ciência e a tecnologia. Isto se tornará mais visível quando os frutos das escolas aqui mencionadas, em todo o mundo, se tornarem por sua vez nos líderes mundiais. Por esta razão apresentarei em breve um levantamento destas novas bases da educação originadas nas nefastas idéias de Robert Muller e Alice Bailey.

(*) Uma análise deste curriculum, que já chegou ao Brasil, e da educação ali proposta (OBE) já está em curso por este autor.

(**) Refiro os leitores ao primeiro artigo desta série, True Lies e aos Manifestos Humanistas lá citados. Esta é a sua origem.

(***) Para uma ampla compreensão deste processo nos bancos escolares é fundamental a leitura da obra de Berit Kjos, já citada [3], capítulo 4, Establishing a Global Spirituality.

REFERÊNCIAS

[1] Alice B. Bailey, Discipleship in the New Age, Lucis Press, 1955. Links para A Bailey: http://beaskund.helloyou.ws/netnews/bk/toc.html; http://www.lucistrust.org/ http://www.conspiracyarchive.com/NewAge/Alice_Bailey.htm

[2] http://www.unol.org/rms/wcc.html

[3] cit. em Berit Kjos, Brave New Schools, Harvest House Publishers, Eugene, Oregon,1995, p. 21

[4] http://prophecyconfirmations.com/1136prophecy.htm

[5] Peter Washington, Madame Blavatsky’s Baboon: A History of the Mystics, Mediums and Misfits Who Brought Spiritualism to America, Shocken Books, NY

[6] Teoshophical Society, Adyar

[7] Ver: http://www.uneco.org/Earth_in_the_Balance.html

[8] A nova Era e a Revolução Cultural, 1993, disponível para download em:http://www.olavodecarvalho.org/livros/neindex.htm Recomendo, em especial, a leitura atenta do cap. III, pp. 69-72

[9] The Desire to be Human: a Global Reconnaissance of Human Perspective in an Age of Transformation, Miranana, 1983. Tudo sobre Robert Muller, por ele mesmo, pode ser encontrado nos seguintes sites: www.goodmorningworld.org , www.robertmuller.org e http://www.robertmuller.org/decide/ .

[10] Harper & Row, 1955

[11] Ed. Herder, São Paulo, 1965, tradução do original francês Le Phénomene Humain, Ed du Seuil, Paris. Mais sobre Teilhard em: http://www.richmond.edu/~jpaulsen/teilhard/isnoogen.html

[12] http://prophecyconfirmations.com/1136prophecy.htm

[13] Muller, op. cit, citado em The Occult Character of the United Nations, de Alan Morrison, em: http://www.diakrisis.org/un_occultism.htm

[14] UFOs, Aliens and the Approaching Grand Deception, por Alan Morrison, em http://www.diakrisis.org . Mais uma vez a Sociedade Teosófica está presente: para uma descrição atual da vida extraterrestre por Madame Blavatsky ver: http://www.theosophy.com/theos-talk/200401/tt00460.html ; para uma descrição atual dos habitantes de Marte por Charles Leadbeater ver: http://www.theosophy.com/theos-talk/200401/tt00463.html

[15] Alan Morrison, em http://www.diakrisis.org/mother_teresa.htm

[16] K. Satchidananda Murty, Philosophy in India: Traditions, Teaching and Research, Indian Council of Philosophical Research, 1985 Ver também: Mircea Eliade, Histoire des Croyances et des Idées Religieuses, Ed Payot, 1976, Tomo I, vol 2

[17] http://www.nationmaster.com/encyclopedia/Mother-Theresa-of-Calcutta

[18] Yearbook on International Communist Affairs: Partie and Revolutionary Movements-1990, Hoover Institution Press, Stanford University, CA, Richard Staar, Ed.

[19] www.cnn.com/2001/WORLD/asiapcf/south/ 09/04/mother.theresa.exorcism

True Lies

É difícil traduzir true lies para o Português. Talvez a melhor seja mentiras embutidas numa verdade, por sua vez também embutida noutras mentiras. Mentiras com algum fundo verdadeiro que, sendo gradualmente administradas, entorpecem a mente de tal modo que a maioria acaba acreditando.

Experimentem colocar uma rã numa panela comágua fervendo. Ela vai pular fora e se safar! Agora, coloquem a mesma rã em água fria e aqueçam lentamente. A rã vai gostar, a mudança gradual de temperatura vai entorpece-la, e quando ferver, ela já não poderá saltar porque estará morta.

É difícil traduzir true lies para o Português. Talvez a melhor seja mentiras embutidas numa verdade, por sua vez também embutida noutras mentiras. E é disto que tratarei aqui: de mentiras com algum fundo verdadeiro que, sendo gradualmente administradas, entorpecem a mente de tal modo que a maioria acaba acreditando. Se fossem mentiras abertas, ou ditas de chofre, seriam rejeitadas, tal como fez a rã. Mas quem não se deixa entorpecer e enxerga a verdade por trás de tanto mascaramento, percebe que o que ocorre hoje no mundo é o resultado de uma estratégia de domínio mundial, é logo tido como paranóico. Por esta razão, este artigo contém inúmeras referências de fontes.

Limitar-me-ei, por ora, a uma das maiores mentiras que vem sendo administrada de forma gradual e eficientíssima na mente das pessoas: a da necessidade de um Governo Mundial que assegure a eterna Paz entre os homens, do qual a Organização das Nações Unidas já seria o embrião. Esta seria a verdadeira globalização, mas enquanto isto se lança a idéia oposta: de que a globalização seria do interesse dos Estados Unidos da América. Esta é uma das mais eficientes estratégias de dissimulação. Lança-se um projeto, atribui-se o mesmo ao inimigo como coisa do demônio e, enquanto ele é combatido, instala-se aquilo mesmo que se finge combater.

A idéia inicial data de 1931 e tem sua origem na Escola Lênin de Guerra Política, de Moscou, onde se ensinava: “A guerra de morte entre comunismo e capitalismo é inevitável. Hoje, certamente, não estamos suficientemente fortes. Nosso tempo chegará em 20 ou 30 anos. Para vencer, precisamos do elemento surpresa, a burguesia deverá ser amortecida, anestesiada, por um falso senso de segurança. Um dia, começaremos a espalhar o mais teatral movimento pacifista que o mundo já viu. Faremos inacreditáveis concessões. Os países capitalistas, estúpidos e decadentes….cairão na armadilha oferecida pela possibilidade de fazer novos amigos e mercados, e cooperarão na sua própria destruição” (1). Posteriormente, esta ofensiva pela “paz” contaria com a encomenda de Stalin a Picasso de um símbolo, que resultou na famosa pomba branca com ramo de oliveira. Foi também por inspiração de Stalin que Picasso forjou uma das maiores fraudes artísticas do século XX, ao trocar o nome de quadro já pronto, La Muerte del Toro, para Guernica, após a destruição desta cidade pela Luftwafe.

Dois anos depois é lançado o primeiro “Manifesto Humanista” apelando para uma síntese de todas as religiões e uma ordem econômica de “cooperação social” (2). Em 1939 H G Wells, um autor de ficção científica obcecado por idéias místicas orientalistas, lança New World Order onde defende que a maior doença da humanidade é o individualismo nacionalista e advoga uma nova ordem de “democracias socialistas”. A brochura é publicada pela Carnegie Endowment for Peace, braço da Carnegie Foundation. O mesmo Wells publicará Open Conspiracy, (3) onde traça a estratégia de uma conspiração mundial. Mais tarde publicará The Shape of Things to Come: A Prophetic Vision of the Future (4), onde, após avaliar o estado mundial de então, mostra um governo mundial já estabelecido que exerce o poder ditatorial.

Em 1948 a National Education Association, fundada e financiada pela Carnegie Corporation, lança o que seria a base para todas as discussões posteriores:

“Fica bem estabelecida a idéia de que a preservação da paz e da ordem internacionais requer o uso da força para compelir uma nação a conduzir seus procedimentos e interesses dentro de um quadro estabelecido por um sistema mundial. A expressão mais moderna desta doutrina de segurança coletiva é a Carta das Nações Unidas. (…) Muitos acreditam que uma paz duradoura jamais será conseguida enquanto o mundo continuar constituído do atual sistema de estados-nações. Este é um sistema de anarquia internacional”. (5)

No mesmo ano o psicólogo comportamental B F Skinner, propõe (6) uma “sociedade perfeita” na qual “as crianças serão educadas pelo Estado, não por seus pais, e serão treinadas desde o nascimento para demonstrar somente os comportamentos e características desejáveis”. Suas idéias passaram a ser implantadas nas escolas americanas. Já em 1931, outro obcecado por ocultismo oriental, Aldous Huxley, (7) lançara Brave New World onde tais idéias era levadas ao extremo, talvez até servindo de inspiração a Skinner. Jamais a engenharia social tinha sido levada a tais extremos (*). Na mesma linha a Associação para Supervisão e Desenvolvimento dos Currículos Escolares (ASCD), publica To Nurture Humaneness: Commitments for the 70’s“, onde se defende que “os controles sociais não podem ser deixados à própria sorte e a mudanças não planejadas – usualmente atribuídas a Deus! (8) “Muitas das decisões que hoje são tomadas pelos indivíduos, em breve serão tomadas por outros em seu nome”! (9).

O mais surpreendente é que em 1985 o Departamento de Estado dá à Carnegie Corporation “autoridade para negociar com a Academia de Ciências da União Soviética (conhecida como um ramo da KGB) no sentido de desenvolver novos currículos e re-estruturar a educação Americana!” (10).

Em 1999 é lançado o “Manifesto 2000” (11), terceira versão do Manifesto Humanista. Em seu item III são lançadas as bases para substituir todas as religiões por um certo “naturalismo científico” com o abandono de todas as idéias metafísicas ou teológicas, mas baseado exclusivamente nas ciências. No item VIII a, “Nova Agenda Global”, inclui “igualdade, estabilidade, alívio da pobreza, redução dos conflitos e salvaguardas para o meio ambiente”. O mais importante é o item IX (A Necessidade de Novas Instituições Planetárias). Uma das estratégias é utilizar “organizações e fundações voluntárias voltadas para a educação e o desenvolvimento social”. Obviamente, as ONG’s, apátridas no sentido mais extremo da palavra, totalmente desligadas dos governos nacionais para implementar o internacionalismo. Mas existem outras: reforma da Constituição da ONU, incluindo “um corpo legislativo bicameral, com um Parlamento Mundial eleito pelo povo, um imposto sobre transações financeiras para ajudar países subdesenvolvidos (seria a tal CPMF Mundial proposta pelo governo brasileiro?), o fim do direito de veto no Conselho de Segurança (objetivo defendido pelas ditaduras), uma Agência Ambiental, e um Tribunal Internacional (Tribunal Penal Internacional) com poderes de fazer valer suas sentenças”.

Nas “Promessas do Manifesto 2000” (12) aparece claramente qual o alvo principal dos mesmos: os Estados Unidos da América. O que nos dois primeiros era oculto, agora se desvela com clareza meridiana. Acusam-se os EEUU de isolacionistas, de estarem dominados por uma “ortodoxia religiosa”, defende-se uma Ética Planetária e novas instituições políticas para lidar com problemas globais. Mas não são os EEUU como um todo: são as administrações Republicanas, já que o Partido Democrata apoiou firmemente este Manifesto, através de uma das mais importantes figuras na New Age, Al Gore. Por isto a grita internacional e as acusações de fraude contra a eleição de Bush. Acusa o Congresso de então, majoritariamente Republicano, de obedecer a influências de uma “coalizão Cristã” (sic), de não retornar à UNESCO, de não reconhecer o Tribunal Penal Internacional, de diminuir a ajuda aos países subdesenvolvidos e de aderir às idéias liberais de livre comércio.

Outros objetivos, ainda não vislumbrados, foram genialmente acrescentados. Descobriu-se um meio de internacionalizar países, como Brasil e EEUU, que têm grandes extensões de território e tribos indígenas, através da criação de “nações indígenas”. Um novo conceito que vai muito além das tradicionais reservas, pois pretende-se um status internacional fora da soberania do País. Nos EEUU várias extensões de terra já são propriedade de ONG’s e tribos indígenas. No Brasil, os dois últimos governos e o atual atuam decisivamente neste sentido. Outro objetivo veio a ser importante pela rápida, extensa e profunda revolução nas comunicações com a Internet. Passou a ser necessário controla-la, o que não é tão fácil como a velha e simples censura dos meios de comunicação. Brasil, Índia e China já propuseram este controle. Cuba e China já a exercem de maneira cabal.

NOVOS DESENVOLVIMENTOS DA FARSA – OS FORUNS SOCIAIS MUNDIAIS

Como já disse acima, a melhor estratégia de dissimulação é estabelecer um projeto, chamá-lo de satânico ou hediondo, atribui-lo ao inimigo visado e, enquanto se combate o projeto como de autoria deste, criam-se as condições de implementa-lo. Autêntica true lie! Para quem pode ler em profundidade, as notícias dos Fóruns Sociais, mundiais ou locais, fica claro que seu objetivo é estabelecer a mais ampla globalização de que se tem notícia. No entanto, todas as manifestações e “teses” apresentadas são contra a globalização! Mas qual? Uma suposta globalização “neoliberal”, apenas um substituto para a falsa idéia de “imperialismo” inventada por Lênin, que seria comandada pelos Estados Unidos da América. Chega a ponto de pessoas de bom nível intelectual argumentarem que, se a globalização fosse idéia comunista existiria um “Manifesto do PC” em cada esquina, e não um McDonalds! Transforma-se a disseminação de empresas americanas pelo mundo como um bem urdido plano de conquista mundial e, evidentemente, como é de praxe e o atual Fórum de Mumbai não foge à regra, pretende-se o boicote a tais empresas!

Estes fóruns não passam de uma mistura psicótica de xamãs, pagés, pseudo-padres, dançarinos exóticos, para entorpecer um bando de adolescentes idiotas imbecilizados, talvez até com drogas das mais pesadas, e faze-los massa de manobra para uma “revolução mundial anti-neoliberal” e “entender como é boa a internacionalização, o “amor” e a “cooperação entre os povos”. Todos convenientemente vestindo jeans, comendo hambúrgueres e tomando Coca-Cola – ou usando só coca, sem cola! – enquanto os verdadeiros líderes traçam a estratégia para a globalização ditatorial. Nada mais são do que o novo passo na cronologia acima apresentada, de conquista de um governo mundial ditatorial, anti cristão, anti judaico (as duas únicas religiões que não entram no “multiculturalismo” planetário! Um exemplo claro de true lie é o uso que se faz da presença de monges tibetanos e indígenas de outros países. O Tibet, invadido pela China Comunista com o custo de centenas de milhares de vida, luta por sua autonomia e todos apóiam. Ora, se os tibetanos podem por que não os ianomâmis, ou txucarramães, os apaches, sioux, etc? Misturam-se alhos com bugalhos e só sobra os últimos pois a China não está nem aí; perdem, Brasil e EEUU!

Estes fóruns têm dado tão certo que já se organiza um novo, mais amplo, o Fórum Universal das Culturas, ou Fórum Barcelona 2004 (13) que, durante 141 dias reunirá pessoas de todas as partes do mundo com uma “oferta artístico-solidária-intelectual que vai de mesas redondas, debates, conferências e espetáculos”. “O Fórum é um novo acontecimento internacional para que pessoas de todas as procedências e culturas se encontrem, dialoguem e sugiram soluções para os principais problemas do nosso planeta” , segundo declarou ao Caderno Boa Viagem do Globo (08 de janeiro de 2004) Jaume Pagés, conselheiro-delegado. Já se podem antever os resultados pois haverá reflexões sobre variações climáticas, religião, movimentos migratórios, guerras e modelos econômicos, tendo como base os três eixos fundamentais: desenvolvimento sustentável, diversidade cultural e condições para a paz!

ONU: A GRANDE FARSA!

Desde 1948 nos acostumamos a ouvir que a ONU é o único organismo capaz de manter a paz entre as nações, a defesa dos direitos humanos e acabar com a pobreza e as injustiças no mundo. Por uma bela jogada de Stalin a sede ficou nos EEUU, em terreno doado por John D Rockfeller Jr. A intenção era dar a impressão ao mundo que os EEUU mandavam na ONU, uma excelente true lie. Foi fundada por um punhado de países, muitos dos quais não tinham a menor intenção de respeitar a carta que estavam assinando. Tal como Hitler, Stalin assinava qualquer coisa sem nenhum compromisso de honrar a assinatura. Como a maior parte dos países não respeitava o Pai dos Povos, foi preciso criar o sistema de veto até que a maré virasse e a onda avassaladora de nações descomprometidas assumisse a maioria. Chegou a hora.

Durante a guerra fria foi implementada, com a eficiência de sempre, a mentira de que a ONU acabara se desvirtuando e passara a ficar a serviço do “imperialismo” americano, enquanto, na surdina urdia-se a ampliação do número de países membros descomprometidos exatamente com os princípios de sua carta e da Declaração Universal dos Direitos do Homem, preparando-se o futuro Governo Mundial. Ainda existe uma maioria que pensa que o interesse neste governo é dos americanos, que ainda mandariam na ONU.

Vejamos. Entre os países membros, 102 não são democracias e não respeitam a liberdade e 47 são notórias ditaduras que violentam permanentemente os direitos humanos. Seis deles foram designados pelos EEUU como terroristas. Segundo levantamento de Fred Gedrich, da Freedom Alliance (14):- os 114 membros do Movimento dos Não Alinhados votaram contra os EEUU em 78% (Este grupo inclui todos os estados terroristas e ditatoriais e consideram heróis Castro, Kadhaffi e Assad) – os 22 membros da Liga Árabe votaram contra em 83% – os 56 membros da Conferência Islâmica, 79% – os 53 membros da União Africana, 80%.

Muitos dizem que os EEUU não ajudam os pobres e por isto estes votam contra. Vejamos. Dos 12 bilhões de dólares de ajuda externa direta a 142 países no ano fiscal de 2002, seis países levaram a parte do leão: Israel, Afeganistão, Colômbia, Egito, Jordânia e Paquistão. Israel votou a favor dos EEUU em 93%, os outros cinco, coletivamente, 79% contra.

Por outro lado, os EEUU são responsáveis por 25-27% do orçamento da ONU. Em 1999 (veja-se a “coincidência” com o Manifesto 2000!) o Senado americano aprovou legislação baixando para 20%.

Todas as agências da ONU, futuros Ministérios do Governo Mundial (OMS, UNESCO, OIT, FAO, etc.) estão ocupados por países hostis aos EEUU, sem falar no Secretário Geral, Kofi Annan, uma das maiores jogadas de marketing contra as democracias. Depois de um vigoroso Dag Hammarskjöeld, um birmanês tonto que nunca soube o que fazia lá, U Thant, e um nazista, Kurt Waldheim, agora um legítimo representante dos países “excluídos”, Ghana! (os outros foram Lie Trygve, Butros Butros-Ghali e Javier Pérez de Cuellar).

(Os termos nos quais a ONU avalia o desempenho dos países membros em termos econômico sociais deixam de ser avaliados aqui porque já o foram por Anselmo Heidrich em seu excelente artigo “IDH e Obscurantismo da ONU”).

Como bem o diz Heidrich: a ONU é uma instituição corrupta e moralmente falida porque serve de guarida e porta voz para algumas das mais sinistras forças mundiais. E pergunta: porque razão os EEUU deveriam permitir que esta organização hostil ditasse sua política externa? Pergunta que qualquer pessoa que pense com mais de dois neurônios faz. Mas a resposta óbvia está acima: é o embrião de um futuro governo mundial, com uma burocracia monstruosa e crescente a exaurir cada vez os povos e a impor ditatorialmente, uma suposta nova cultura, a da New Age, com o fim dos Estados Nações e das religiões e morais tradicionais. Estas serão substituídas por um panteísmo animista e ocultista, assunto para o próximo artigo: True Lies II: as Raízes no Ocultismo.

 

(*) Wells e Huxley geralmente são lidos como apenas autores de ficção futurista. Na verdade não eram, acreditavam piamente que estavam sendo proféticos. Junto com George Bernard Shaw, pertenciam a sociedades secretas ligadas à uma das maiores quadrilhas de escroques e vigaristas do século passado, “iniciados” nas idéias psicóticas de Yeliena Pietrovna Blavatsky, Annie Besant, Cel Henry Olcott, Georgy Ivanovitich Gurdijeff, Charles Webster Leadbeater e outros, os criadores da Sociedade Teosófica e da farsa chamada Krishnamurti (15). Isto será objeto de um próximo artigo desta série.

REFERÊNCIAS

(1) Aula de Dmitri Z. Manuilsky, tutor de Nikita S. Khrushchev. Ver em: http://www.mt.net/~watcher/nwonow.html e http://www.ukrweekly.com/Archive/1960/1796021.shtml

(2) http://www.jcn.com/manifestos.html

(3) http://www.mega.nu:8080/ampp/hgwells/hg_cont.htm

(4) CORGI Books, Transworld Publishers Ltd.

(5) Dennis Cuddy, The Grab for Power: A Chronology of the NEA, Plymouth Rock Foundation, Marlborough, NH

(6) Walden II http://www.ship.edu/~cgboeree/ e http://www.ship.edu/~cgboeree/skinner.html

(7) http://somaweb.org/ e http://somaweb.org/w/huxbio.html

(8) pp. 50-51

(9) pp. 79

(10) Charlotte T. Iserbyt, Soviets in the Classrooms: America’s Latest Educational Fad. Também em: http://www.newswithviews.com/iserbyt/iserbyt7.htm

(11) http://www.secularhumanism.org/manifesto/ 2000

(12) http://www.secularhumanism.org/manifesto/promise.htm

(13) http://www.barcelona2004.org/eng/

(14) UN General Assembly Voting Habits, em: http://www.freedomalliance.org/view_article.php?a_ide=312

(15) Ver: Peter Washington, Madame Blavatsky’s Baboon: A History of the Mystics, Mediums and Misfits Who Brought Spiritualism to America, Shocken Books, NY