Gramsci


Fernando Henrique Cardoso – O rei da pilantragem

Fernando Henrique Cardoso – o FHC – grudou como visgo de jaca na vida política brasileira. Não sei se vale a pena levantar o seu histórico de falsas espertezas, pois elas são por demais conhecidas e encontram-se fartamente registradas nos anais tupiniquins. Em todo caso, vamos lá.

Pequeno dicionário gramscista

A doutrina fascista de Gramsci e de outros intelectuais europeus, como os integrantes da Escola de Frankfurt, modificou por completo toda a estrutura cultural do Ocidente nas últimas décadas – para pior.

No Brasil, vivemos, atualmente, em um verdadeiro sistema fascista, em que há a cooptação de todos os setores da sociedade pelo poder central de Brasília, não havendo nenhum tipo de oposição política ao esquema. É o que eu batizei de “fascismo gay” (veja verbete abaixo), já que todos estão “alegres” em viver em tal sistema – gramscista-fascista em sua estrutura -, recebendo uma bolsa aqui, outra ali, todos satisfeitos em viver numa sociedade em que há apenas direitos, não deveres. Hoje, até empresários se dizem “socialistas”, como o capitalista Paulo Skaff, presidente da Fiesp, que se candidatou nas eleições passadas pelo Partido Socialista Brasileiro para o governo de São Paulo, perdendo para Geraldo Alckmin.

Roberto Jefferson na Folha

Lamento apenas que Jefferson não tenha ainda visto que o que se chama de oposição (José Serra, Marina e Ciro Gomes) é apenas uma variação ideológica do mesmo processo revolucionário. Ganhe quem ganhar os revolucionários vencerão.

Os brasileiros já adquiriram uma dívida de gratidão com o ex-deputado Roberto Jefferson, que peitou o PT e o todo-poderoso petista-mor José “Sai Já Daí” Dirceu ao denunciar o mensalão. Todos sabemos que o episódio custou o mandato dos dois e até agora o mensalão tem sido a marca indelével no governo Lula. Se Roberto Jefferson tivesse sido flexível os fatos não teriam vindo à tona. Jefferson já deixou um registro inapagável nos anais da história por isso.

A direita consentida

Até mesmo as Forças Armadas foram submetidas. Nenhuma resistência organizada está operante diante do petismo.

No Brasil a direita consentida é o PSDB e todo o arco político em torno dele, inclusive o DEM, que desgraçadamente tomou a si o programa político do Partido Democrata dos EUA, fazendo de conta que poderia competir, seja no âmbito da social-democracia, seja no âmbito da esquerda mais radical, como um simulacro “liberal”à moda norte-americana. Está sendo esmagado inexoravelmente.

A hegemonia antipsiquiátrica

A situação descrita não é uma particularidade do meio psiquiátrico brasileiro; ela é, infelizmente, a forma mentis de toda atividade dita cultural do Brasil, país em que se vive o mundo sonhado pelo filósofo comunista italiano Antonio Gramsci, do qual a antipsiquiatria (ou neo-antipsiquiatria) é um produto acabado e exemplar.

“Quem Ignora o óbvio está condenado a ser atropelado por ele.” (Reinaldo Azevedo)

“Criatura humana é muito constante na tolice, tem tolice na natureza, meu Mocinho” (Dona Rosalina, personagem de Guimarães Rosa)

Causas e conseqüências

Se Marco Aurélio Garcia acha que pode falar tais bobagens e sair impune porque elas são justamente a conseqüência de uma evidência clara e simples: a de que a TV e o cinema possibilitaram uma mudança no comportamento das pessoas que elas sequer se deram conta.

A Folha de S. Paulo de hoje (18) resolveu entrar na discussão iniciada por Marco Aurélio Garcia, o assessor especial de Lula-lá para assuntos internacionais, a respeito da “dominação imperialista” das TVs à cabo (o link é só para assinantes). Em uma primeira leitura, nada de errado: o jornal corretamente se posiciona contra as loucuras ditas pelo eminente professor – e até nos brinda com um artigo escrito por Marcos Augusto Gonçalves (ironicamente, seu nome forma o mesmo acrônimo do eminente professor – MAG) que, conhecido na imprensa por suas opiniões de cunho a rive gauche, decidiu desta vez ir para o lado bom da força.

O senso comum fraudado

O indivíduo, isolado no pequeno universo de seu cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior, preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito, existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino.

Chamaram-me a atenção as repercussões causadas pelas declarações do General Raymundo Nonato de Cerqueira Neto durante sabatina a que foi submetido no Senado Federal, ocasião em que opinou desfavoravelmente à presença de homossexuais nas Forças Armadas. Como sói ocorrer, os movimentos sociais afins, jornalistas, políticos e, como de hábito, o presidente da OAB vieram em coro externar seus judiciosos pareceres, todos de Carta Magna em riste.

Arredondando os quadrados

As premissas do marxismo-pragmatismo são tolices sem sentido. Se uma coisa não é nada em si mesma, como poderíamos transformá-la em outra?

Dentre as inumeráveis regras que governam a estupidez humana, estas duas, opostas e complementares, são de especial importância para elucidar a conduta de intelectuais, políticos e formadores de opinião em geral:

Regra no. 1: Se um sujeito está persuadido de que os quadrados são redondos, ele fará todo o possível para arredondá-los.

A crise militar que não houve

Não houve crise militar, houve uma escaramuça, uma simples medição de força. As esquerdas perderam a rodada, mas elas nunca desistem. Voltarão. Uma crise militar de verdade tiraria Lula do poder em horas.

As esquerdas brasileiras sempre souberam que seu inimigo jurado de morte são as Forças Armadas. Por elas foram derrotadas em todas as vezes que quiseram medir forças, como em 1935, 1964 e anos subseqüentes. As Forças Armadas são a única organização capaz de lhes fazer frente, não apenas no plano militar propriamente dito, mas também no plano ideológico. Os “milicos” encarnam a Nação, têm história longa, confundem-se com a Independência e a unidade nacional; têm tradição que cultivam e também seu próprio sistema de formação de quadros, até agora impermeável à catequização comunista.

Origens da CONFECOM

Existe um problema da democratização dos meios de comunicação? Na cabeça dos revolucionários, sim, porque uma parte da cadeia produtiva do setor está na mão da iniciativa privada e o conteúdo produzido não está integralmente sob seu controle, nos termos propostos por Gramsci.

O que mais impressiona na CONFECOM são os seus números. Trata-se de um experimento de mobilização de massa que só tem paralelo nos tempos de eleição, com assembléias em todo o território nacional, organizadas nos níveis municipal e estadual, para culminar com o evento apoteótico do próximo dia 14. O encontro terá 1539 delegados, o triplo da nossa Câmara de Deputados. Segundo o último informativo do site Pró-Conferência, são esperadas ao menos cinco mil “propostas” a serem examinadas, uma imitação barata de um processo constituinte, no qual os meros delegados dessa balbúrdia dão-se poderes de deputados.