Hugo Chàvez


Chávez chega à Catalunha

A Catalunha pode se converter na Venezuela do Mediterrâneo.   É preciso assinalar que, historicamente, a esquerda anti-sistema espanhola utilizou em repetidas ocasiões o nacionalismo catalão como um ariete para tentar dinamitar a ordem constitucional. O fez em 1909, no curso da denominada “semana trágica”, quando as oligarquias catalãs se aliaram com a extrema esquerda […]

Guerra é paz, paz é guerra

Enquanto no Brasil o assunto na mídia, nas redes sociais e conversas de botequim gira em torno dos mega-escândalos exibidos na “Operação Lava Jato”, a Venezuela arde e sangra, em meio a um mar de miséria, fome, repressão e assassinatos de gente inocente e desarmada, sem que no Brasil as pessoas se dêem conta. Poucos […]

Quem financia o Foro de São Paulo?

Durante todos os anos de existência do Foro de São Paulo (FSP) muitos de nós, estudiosos do tema, nos perguntávamos de onde vinha o dinheiro que financiava essa organização revolucionária: seriam os petro-dólares chavistas? Ou seriam as FARC? Sabemos que George Soros abriu generosamente a carteira em várias ocasiões mas nenhum de nós sabia, até […]

Revelações de um juiz – Parte 2

Mais um ex-magistrado venezuelano confirma o envolvimento de Chávez com as FARC.

Na última edição do Notalatina apresentei as escandalosas revelações de um ex-magistrado venezuelano que, ao ver-se rejeitado por ter perdido a serventia ao regime, passou de verdugo a vítima, fugiu do país para a Costa Rica e de lá resolveu revelar tudo o que sabe – e que foi partícipe – ao DEA. Na longa entrevista oferecida à jornalista María Angelica Correa, da “SoiTV”, o ex-juiz Eladio Aponte Aponte confirmou crimes cometidos pelo governo de Hugo Chávez nos quais a condenação saiu de sua pena, entre os quais o caso dos “paracachitos” e a brutal perseguição e condenação a Robert Alonso, um jornalista cubano-venezuelano proprietário da Fazenda Daktari, e meu amigo de há pelo menos 8 anos.

Ahmadinejad chega à Venezuela e a consulesa venezuelana é expulsa de Miami

Ao contrário do que vi anunciado hoje no Brasil, Ahmadinejad chegou por volta das 7 da noite ao aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, sendo recebido pelo vice-Presidente Elías Jaua e por membros da comunidade iraniana residentes naquele país. Ele veio com uma enorme comitiva de cem pessoas, encabeçada pelos ministros Ali Akbar Salehi (Relações Exteriores), Shamsedin Hoseini (Economia), Mehdi Ghazanfari (Indústria, Comércio e Minas) e Majid Namju (Energia). Bem, se os “acordos” estão estritos ao campo comercial, por que vieram os ministros da Energia e de Minas? A edição de ontem dá as pistas.

Apesar da pressão que os Estados Unidos estão fazendo sobre o Estreito de Ormuz e das ameaças de Ahmadinejad sobre o fechamento daquele importante estreito que é por onde escoa grande parte do petróleo, o ditador iraniano não descumpriu sua agenda porque no momento essa visita que fará a seus aliados Chávez, os Castro, Ortega e Correa é estratégica e de importância capital para o médio-longo prazo.

Ahmadinejad e o negócio do urânio na Venezuela

Neste fim de semana a Venezuela recebe dois presidentes indesejáveis: Ollanta Humala, do Peru, que chegou ontem (7) para estreitar laços com Chávez após acertos feitos durante a inútil reunião da CELAC, e hoje à noite o ditador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele diz que vem “estreitar laços” com os países da América Latina, mas na verdade o que significa sua presença na Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador, é conspirar junto com seus aliados contra os Estados Unidos e Israel.

A esse respeito, existe muita preocupação por parte dos venezuelanos residentes no país e exilados no exterior, mas muito mais por parte de congressistas republicanos, notadamente a cubano-americana Ileana Ros-Lehtinen, que faz parte do Comitê de Relações Exteriores dos Estados Unidos. Todos pedem ao governo Obama que tome medidas mais drásticas em relação às investidas de Ahmadinejad que, como retaliação “preventiva”, fez um ensaio de mísseis de Teerã no Estreito de Ormuz.

Noriega: Washington endurecerá postura em relação a Caracas

Reportagem sobre as possíveis atividades do Irã na América Latina mostra gravação na qual a consulesa venezuelana Livia Acosta solicitava a um suposto cyberpirata mexicano as chaves de acesso às instalações nucleares nos Estados Unidos.

O ex-sub-secretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roger Noriega, vaticinou na última sexta-feira um endurecimento da postura de Washington frente à Venezuela, ante o aparecimento de evidências que mostram uma estreita colaboração do governo de Hugo Chávez com o Irã, em atividades que ameaçam a segurança dos Estados Unidos.

Manifesto pela libertação imediata de Alejandro Peña Esclusa

Alejandro Peña EsclusaNa defesa dos direitos individuais, da plena liberdade de expressão e opinião, e denunciando a farsa montada por Hugo Chávez para incriminar Alejandro Peña Esclusa, o MSM publica abaixo-assinado pedindo sua libertação e colhe assinaturas.

No dia do aniversário da instauração da democracia na Venezuela, milhares de pessoas foram às ruas ontem em protesto à repressão contra a dissidência. “Em um país onde constantemente se ataca a dissidência, não há democracia de verdade”, disse Virginia Zamora, uma das organizadoras da manifestação. A situação ficará ainda mais tensa nesta quinta-feira, quando ocorrerá a audiência de um dos líderes da oposição venezuelana e presidente da Unoamérica, Alejandro Peña Esclusa, apontado como um “terrorista” pelo governo de Chávez.

Convocação lembra a de Collor, mas é chavismo em estado puro

por  Reinaldo Azevedo

Ao convocar sua militância para tomar as ruas o PT mimetiza no Brasil o que os seus congêneres de esquerda têm feito continente afora.

O PT, ficou claro na entrevista coletiva do presidente do partido, José Genoino, e do tesoureiro da legenda, Delúbio Soares, vai pedir à população que se vista de vermelho. Vai, em suma, pra galera. Delúbio especificou o público que ele espera estar presente no que chamaram de “ato em defesa do PT”: os filiados do partido, as ONGs, o MST e a “sociedade petista”, aqueles que, segundo ele, não sendo ligados à legenda, têm simpatia por ela. O ato, segundo os dirigentes, será em defesa do partido, mas também contra a corrupção no país. Não poderia ser mais orwelliano do que isso. É pura “novilíngua”: a coisa é o rigoroso contrário da palavra. Explicável: a distopia criada por George Orwell é parente moral da utopia petista. Estão todos em casa. Mas sigamos: eis aí. Chegou a hora de o PT brincar com o perigo. E ele, claro, brinca.

O último que conclamou a população a sair às ruas em defesa do governo foi Fernando Collor, naquele pedido patético para que os brasileiros se vestissem de verde e amarelo. No outro dia, o país estava coalhado de gente envergando luto. Não será ainda o caso desta vez. Até porque, à sua maneira, Delúbio e Genoino sabem o que fazem: parte dos que usaram preto contra Collor vestirá vermelho, desta vez, a favor de Lula. Muito bem: a similaridade com o ex-presidente se esgota aqui. A partir deste ponto, sai Collor, entra Hugo Chávez como inspiração do petismo. Àqueles sempre muito seduzidos e encantados com a conversão do PT à democracia, está sendo dada a primeira lição: esses caras não temem crise, não, senhores! Eles investem nela porque acreditam que, ao fim, saem sempre ganhando. Assim fizeram ao longo de 25 anos e foram bem-sucedidos.

Acuados por denúncias, descendo a ladeira da ética, dos bons costumes políticos, da decência, da funcionalidade, da governabilidade, restou o quê? Partir para a clivagem que sempre esteve subjacente ao discurso do próprio Lula: de um lado, o povo pobre, sedento de justiça; de outro, as elites. O ato proposto é um sinal de que eles se julgam prontos a ir para o confronto. Golpeiam as instituições; tratam o Parlamento como um lupanar; aparelham o Estado; privatizam o destino do país, colando-o ao do partido, e, ora vejam, na hora em que as coisas apertam, fazem o quê? Denunciam a desestabilização. Como se não fossem eles mesmos a desestabilizar o país, o governo e as próprias instituições.

Tudo isso estava escrito e inscrito na estrela. Alguns, como nós (e não fomos os únicos, felizmente), viram e acusaram o risco precocemente; outros perceberam, mas julgaram, sei lá, que o país deveria cumprir uma espécie de carma (eu, hein…); uns poucos, com certa soberba, acreditaram que a razão sempre triunfa no fim (o que é uma inverdade provada cotidianamente pela história); muitos, mais cínicos, apostaram que era possível encabrestar o petismo e ainda colher alguns lucros com isso.

Pois bem. Se é assim, então é chegada a hora de a sociedade civil não se deixar intimidar pelo apparatchik. Antes que prossiga, retomo, como parêntese, o que escrevi na edição anterior. Usando a expressão do colunista Antonio Fernandes do site e-agora (Notas:

Publicado por Primeira Leitura em 08/06/2005.