Ideologia


Christopher Hitchens contra o Papa

Hitchens tenta forçar a Igreja a renegar-se, a humilhar-se ante o altar da Justiça leiga, cujas normas, porém, o próprio Hitchens se permite aplicar às avessas.

Em artigo publicado no Wall Street Journal do último dia 15, Christopher Hitchens acusa o Papa Bento XVI de haver acobertado um crime de pedofilia em 1979, entre outros inumeráveis, e sugere que o Pontífice deve ser processado por isso.

Nem comento o estilo. Entremeado de menções ao “fedor” e à “sujidade” do caráter de Bento XVI, ele vibra em todas as cordas midiáticas da indignação estereotipada – o mais alto sentimento moral que algumas almas conseguem alcançar. O raciocínio que Hitchens segue para chegar à sua conclusão reflete, de maneira condensada, toda a deformidade estrutural da mente moderna.

Preservem a inteligência!

Campanhas de economia de água não são medidas ecológicas, mas sim políticas, de linha socialista. Acontece que o modelo socialista de fornecimento de água é e sempre foi um desastre, em todos os países em que foi aplicado.

Prezado leitor, peço-te que leias com atenção o texto a seguir, de autoria de Aycha Nunes, da redação do jornal “O Liberal”, extraído do seu site, em 21 de março de 2010 (São meus os negritos):

O direito e o direito à burrice

Um bom advogado deve ser intransigente defensor do devido processo.

Longe de mim recusar o direito à burrice. O que deve ser negado é a burrice ao Direito. O Direito afeta o conjunto da sociedade, exigindo, portanto, cuidadosa aplicação da inteligência no sentido da Razão. É preciso protegê-lo da burrice.

Quero uma ideologia para viver…

Ou seja, a culpa de quem impede a concretização das políticas de Obama cai nos ombros de um movimento a-partidário, já rotulado como “oposição organizada”, quando não passa de uma resistência informal de pessoas que simplesmente querem ser deixadas em paz.

…pelo menos é o caso deste texto de Patrícia Campos Mello, publicado em seu blog no Estadão, a respeito dos tea-parties. Trata-se de um primor de desinformação, encharcado de “preconceito ideológico”. Obviamente, a ideologia aqui em questão é a “obamista”, e seu relato sobre a resistência dos tea-parties – adjetivada com os clichês de sempre, como “direitista”, “radical”, “histérica”, etc. – mostra também um medo que prova que tal movimento pode se tornar cada vez mais representativo nos EUA.

2012: a salvação global através da destruição global

Pelo menos nesse aspecto 2012 mais que cumpre o que promete. Não satisfeito em ser outro Grande e Idiota Megassucesso, almeja algo mais: ser o Maior e Mais Idiota Megassucesso.

A julgar por sua seqüência de espetaculares filmes de catástrofe – Dia da Independência, Godzilla, O dia depois de amanhã e agora 2012: O fim do mundo – o diretor Roland Emmerich acredita firmemente na salvação global pela destruição global. A humanidade, apesar dos seus impulsos egoístas e autodestrutivos, é boa, pode ser boa, pode se unir em paz e harmonia, em sintonia com o planeta que a sustenta. Tudo que é necessário para que isso aconteça é que se mate primeiro a maior parte da população da Terra.