Ideologia


Quem é Huma Abedin?

Não parece muito estranho que uma pessoa criada como muçulmana na Arábia Saudita, mal chegada de volta aos EUA (menos de dois anos depois), aparentemente revogue sua fé de toda a vida para se instalar no centro do poder americano, o “Grande Satã”?

Recentemente Donald Trump acusou os Clinton de constituírem uma quadrilha de bandidos e afirmou que Hillary irá para a cadeia se ele vencer.

Olavo de Carvalho: o hápax legómenon brasileiro

Perdidos em meio à confusão mental reinante e incapazes de compreender a natureza e o escopo de suas atividades, figuras de diversos quadrantes ideológicos acabam optando por projetar sobre Olavo de Carvalho a imagem caricatural que pareça mais conveniente ao seu grupo de referências.

Por ter vivido parte da minha adolescência na África, sempre fui fascinado por dialetos obscuros. Esse fascínio eventualmente se converteu em um interesse genuíno pela linguística e por tudo o que diz respeito à linguagem, o que, apesar de nunca ter me ajudado a alcançar um domínio razoável do assunto, me apresentou uma porção de idéias e insights que lançam luz não apenas sobre nossos sistemas de comunicação como também sobre a vida de modo mais amplo e geral.

Nota sobre minha condenação por danos morais no STJ

Notícia falsa publicada pelo jornal O Popular.

Nosso Bispo Diocesano, Dom João Wilk, estando com a saúde fragilizada, pediu-me que emitisse uma nota à imprensa acerca da minha condenação por danos morais que sofri pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, por ter impetrado um habeas corpus em favor de Geovana Gomes Leneu, uma criança deficiente, portadora da síndrome de “body stalk”, condenada ao aborto por uma sentença de um juiz da 1ª vara criminal de Goiânia.

Sucessão no Rio falido

Como sabem todos, o Rio de Janeiro (cidade e Estado mais do que problemáticos) não tem governo decente, que se preze, desde a gestão de Carlos Lacerda, exercida entre os anos 1960/1965. De lá pra cá, cito de memória, figuras descartáveis como Negrão de Lima e Chagas Freitas (duas vezes), ou lamentáveis como Marcelo “Velho Barreiro” Alencar, Leonel Brizola, Saturnino Braga (socialista que decretou a falência oficial da cidade), Moreira Franco, Garotinho (com a mulher a tiracolo), César Maia, Luiz Paulo Conde (tipo que se arrastava de bengala pelas ruas da cidade), Sérgio Cabral, Eduardo Paes e similares que conseguiram transformar o Rio numa imensa casa de tavolagem, amontoando, a um só tempo, muita miséria, fraudes, corrupção política, densa criminalidade, narcotráfico, prostituição, mistificação ideológica, malandragem acadêmica e, a cada pleito, as mais ousadas formas de estelionato eleitoral.

O PT nunca foi tão marxista

Se você traz no bolso do paletó a chave de leitura dos acontecimentos, essa chave se torna mais importante do que eles mesmos e sua atividade para conhecer a real natureza de quaisquer evento se resume a compatibilizá-los com sua chavezinha.

A invenção da imprensa trouxe facilidades e dificuldades ao conhecimento objetivo dos fatos históricos. Com ela, multiplicou-se tanto o acesso à informação quanto à desinformação. Desde então, a mentira, como corrupção da verdade, segundo diferentes níveis de perversão e sofisticação, parasita os meios de comunicação, em maior ou menor grau.

Acabo de ler pequeno ensaio sobre “O 18 de Brumário de Luís Bonaparte”, livro escrito por Karl Marx em 1851/52, considerado por muitos como obra prima da moderna historiografia. Para analisar o golpe perpetrado naqueles dias por Luís Napoleão coroando-se rei da França (1851), Marx introduziu o conceito que vinha desenvolvendo sobre a luta de classes como motor da história. O jovem cujo ensaio li, não poupou elogios à precisão do critério concebido por Marx, convicto de que graças a ele, e a partir dele, se tornara possível fazer uma ciência da História. Vejam a encrenca em que se meteu o conhecimento a respeito do que já aconteceu. E do que está acontecendo. Sempre haverá um relato que serve e outro que não serve.

Juan Manuel Santos comprou o Prêmio Nobel

Graça Salgueiro, em seu programa Observatório Latino, na Rádio Vox, lembra do discurso proferido por Joseph Stálin há 64 anos.

Uma palavra ao revolucionário


Caro revolucionário,

Começo por pedir-te desculpas pela minha cobardia, uma vez que falo de indivíduo para indivíduo e não me dirijo a um colectivo. Sei que me devia endossar não a ti mas aos revolucionários como um todo, e também devia adoptar uma posição defensiva e receando a vossa força grupal avassaladora. Lamento não ser humilde o suficiente para me colocar, inerme, debaixo das vossas botas em marcha. Talvez um dia aprenda a ser pisado com resignação ou, melhor ainda, me junte a vós e aprenda a pisar os opressores. Até lá, apenas sei falar assim, de igual para igual.

Já que falaram em bestas

“Pro grego, o pai de família, esse que cuida de tudo, da economia, ele chama despotes. Ele é o déspota. É por isso que quando os gregos inventam a política, a primeira coisa que eles fazem é seguir o espaço privado da família despótica. O pai de família e a mãe é a mesma coisa. Isso que nós entendemos que é o pai, a mãe e os filhos, e que tem que acrescentar avô e avó, tio e tia, primo e prima, isso é uma invenção do capitalismo, no final do século XVIII, durante o século XIX. Então tem data esse tipo de família, chamada família conjugal. Como a família restrita tem quase menos de dois séculos, um século e pouco. É recentíssimo. É por isso que é um assunto divertido os caras fazem barulho defendendo a família como uma instituição natural, eterna. Sabe, são umas bestas”.

(Esse trecho da palestra da socióloga Marilena Chauí a estudantes do Colégio Oswald de Andrade, em SP, pode ser assistido aqui).

A esquerda e seu demônio

Não se engane. A família burguesa que o marxismo se propôs destruir
desde os seus primórdios é, na verdade, a família cristã.

Manipular palavras é parte essencial da guerra cultural esquerdista. Desmascarar essa manipulação é nosso dever, uma árdua tarefa para desintoxicar o pensamento da nação.

Vitória local, derrota global


Lula com o então presidente da Internacional Socialista, Antonio Guterres,em 2003, em São Paulo.

(Foto: Ricardo Stuckert)

Ainda estamos celebrando as pequenas vitórias eleitorais conquistadas no último domingo contra o PT e lamentando a ida do PSOL para o segundo turno do pleito carioca. Mas, longe das prefeituras e das câmaras municipais brasileiras, uma outra disputa eleitoral — infinitamente mais importante — está sendo concluída em Manhattan, onde o Conselho de Segurança das Nações Unidas chegou a um consenso e formalizou a indicação do português Antônio Guterres para o cargo de Secretário Geral da ONU.