Ideologia


Storytelling e inteligência na disputa política: reflexões pós corrida eleitoral

Marketing político exige a execução de técnicas sofisticadas. Campanhas realizadas de forma medíocre, antiquadas ou restritas ao “feijão com arroz” (candidato falando, edição de imagens com candidato, candidato em passeatas, candidato em carreatas, visitas do candidato a comunidades…) são campanhas fadadas ao fracasso.

Ostpolitik: o capitulacionismo vaticano ante o comunismo aos olhos de um historiador


Observadores do Patriarcado de Moscou, na verdade agentes da KGB disfarçados, chegam para vigiar
que o Vaticano II cumpra a promessa de não condenar o comunismo.


A política de aproximação do Vaticano com o comunismo, ou Ostpolitik, iniciada na década de 1960 sob o bafejo de João XXIII e Paulo VI, não só não deu os resultados esperados, mas se revelou desastrosa para os católicos sob a tirania marxista, escreveu George Weigel, pesquisador do Centro de Ética e Política Pública, de Washington. Seu artigo foi reproduzido no site da insuspeita Unisinos.

O atraso está sob nova direção

O PSOL é o PT com certidão negativa. É o PT de segunda geração.

O partido que comandou a política brasileira neste início do século XXI contempla seu naufrágio. Os ventos sopram, as águas batem e rebatem sobre o convés enquanto a esperança some com o vento, em busca de outro norte. Atacado pela direita e pelo centro, por conservadores e liberais, com seus principais líderes presos ou a caminho do cárcere, o partido afundou em todo o país. Salvou-se no Acre. Os avanços das investigações tornaram inevitável a catástrofe petista. E nada mais fidedigno do que uma eleição municipal para diagnosticar essa catástrofe. Eleições municipais são minuciosas. Com a intensidade das tensões locais, elas envolvem centenas de milhares de campanhas e transcorrem em 5,5 mil municípios. É a maior de todas as pesquisas políticas que se pode fazer. E o Brasil, simbolicamente, mandou o PT para o Acre.

Mao Tsé-Tung: “A revolução não é uma festa”

Mao Tsé-Tung morreu há quarenta anos.
Maria João Marques recorda a vida e o legado do “grande timoneiro” e explica porque os chineses pouco choraram a sua morte.

Quando na manhã de 9 de setembro de 1976, há quarenta anos, os autofalantes espalhados pelas ruas das cidades chinesas informaram, “com a mais profunda tristeza, que o Camarada Mao Tsé-Tung, o nosso estimado e amado grande líder”[i] morrera durante a madrugada, dias depois do seu terceiro ataque cardíaco em quatro meses, os chineses não ficaram surpreendidos. Durante os milénios da história chinesa os fenómenos naturais haviam sido sempre obedientes a informar as populações sobre a manutenção, ou não, do mandato do Céu pelos governantes. Inundações, terramotos e colheitas destruídas? Eram sinal inequívoco de que a dinastia perdera o favor do Céu e que as populações, seguindo os ensinamentos de Mêncio, poderiam substituir os governantes que tinham perdido a virtude.

A abolição das culpas

Algumas pessoas podem ficar desconsoladas por não ter uma nação como modelo. Mas isto pressupõe uma “mentalidade de escravo”, como diria Aristóteles.

Os intelectuais marxistas são peritos em fazer revisionismo histórico mas parece que muitos conservadores ou “direitistas” estão a tomar-lhe o gosto, dado vislumbrarem alguma necessidade de polirem os seus novos ou velhos ídolos (que até podem ser antagónicos entre si). Este revisionismo é normalmente usado para lavar honras de ideologias, religiões ou países. Mas existe uma diferença. Os revisionistas marxistas não têm pudor em falsificar a História de forma mais ou menos grosseira, abolindo factos e fabricando outros. Já os revisionistas da direita preferem entrar numa toada mais “relativista” com a intenção de diluir culpas. Note-se que não estou a falar de negacionistas do Holocausto ou de outras bestas do género mas de uma pretensa nova massa de pessoas que se quer substituir à esquerda dominante mas que se encontra notavelmente perdida por ter demasiada vontade de actuar e pouca de estudar.

Complô revelado: George Soros e seus lacaios contra a “islamofobia” e estudiosos conservadores


George Soros e um dos alvos preferenciais dos grupos pró-jihad financiados por ele: David Horowitz.

O vazamento de documentos do DCLeaks expõe a tentativa suja da esquerda pró-islâmica de enlamear aqueles que contam a verdade sobre a Jihad.

O radical bilionário de esquerda George Soros desenvolveu uma estratégia de cinco anos para denegrir, deslegitimar e marginalizar publicamente conservadores como David Horowitz, que fazem grandes sacrifícios para advertir os americanos sobre a ameaça representada pelo Islã político e a islamização permanente dos EUA.

Prefácio de “A Transformação Social – Como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda”

Prefácio de Heitor De Paola para o livro de Cristian Derosa.


“Os fatos não são adequados para os leitores em sua forma crua, apenas depois de cozidos, mastigados e, então, servidos com a saliva do repórter”.

Arthur Koestler 1

“Para alguns observadores, a imprensa tinha um significado maior dos que os próprios partidos políticos (…). Qual efeito pode ter, mesmo o maior comício, quando comparado com a influência permanente que um jornal diário possui sobre centenas de milhares, ou mesmo milhões  (…) (O povo alemão) recebia as ideias expressadas no seus jornais como um evangelho, não apenas uma fonte de informações, mas como um órgão de instrução….acreditam em tudo o que seu jornal preferido lhes diz….e os homens que devotavam sua vida para informar eram, para eles, grandes homens”.
Modris Eksteins 2

O que está em epígrafe pode ser extrapolado para qualquer grupo humano, em todas as épocas, com as devidas adaptações. Eksteins cita observações de Rudolf Kircher, do Frankfurter Zeitung (1928) e Georg Bernhard (1929). O Partido Nazista aprendeu bem a lição para fundar o seu jornal Völkischer Beobachter e depois para estruturar o Ministerium der Propaganda und Volksaufklärung 3. Aufklärung é a palavra alemã para Iluminismo, não tem, portanto, conotação de simples “esclarecimento do povo”, mas pretendia inaugurar uma forma específica de jornalismo como “iluminação” do povo-raça (Volksdeutsch), um novo Iluminismo, um novo Evangelho racial. Goebbels utilizava desta forma todas as mídias que existiam então – imprensa, literatura, rádio e cinema – englobadas no seu ministério.

De que lado está FHC?

Quem não conhece a história política e o pensamento de Fernando Henrique Cardoso talvez tenha ficado um tanto surpreso com seu artigo, escrito para o jornal O Globo, no dia 4 de setembro. Nele, o ex-presidente deixa claro quais são suas convicções políticas e de qual lado do espectro ele se encontra.

Quem um dia imaginou que FHC pudesse ser um representante da direita, ou de um neoliberalismo, como os esquerdistas amam apontar, pôde constatar ali que se equivocou redondamente.

Em seu texto, Fernando Henrique, apesar de fazer críticas pontuais ao PT, enxerga os erros do Partido dos Trabalhadores apenas na forma como seus integrantes atuaram nos últimos anos, jamais nas convicções políticas e nas bandeiras levantadas por eles.

Rússia, China, e o jogo sujo da guerra virtual

O uso da desinformação como arma para manipular a população e distorcer a verdade, é, há muito tempo, uma estratégia empregada pelo movimento revolucionário. Com a popularização da Internet, a busca da esquerda pela ocupação de todos os espaços, como preconizava Antonio Gramsci, se estendeu ao mundo virtual. O esforço para levar a propaganda a todos os níveis da sociedade fez os governos da Rússia, da China e de seus aliados pelo mundo recrutarem um exército de internautas que, com perfis falsos, infestam a web com mensagens a favor de seus governos, ameaças a opositores e nações inimigas, e manipulação de notícias. As trollagens (postagens com argumentos sem sentido, apenas para causar confusão e atrapalhar a discussão) em fóruns de jornais independentes também são constantes. Por sua vez, os líderes ocidentais pouco têm feito para combater essa guerra virtual e parecem não se importar com a questão.

No caso da Rússia, a tática faz parte de uma ofensiva realizada em 3 frentes: o mercado de mídia global, a imprensa russa e a Internet.

Dilma, passe de mágica e “esquerda obsoleta”


O alívio da Srª Rousseff e do PT, outorgado pelo mesmo senado que acabava de destituir a presidente, sem dúvida está sendo celebrado pelos regimes bolivarianos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, que em boa medida dependem do PT brasileiro.

1. O Senado brasileiro, baseado em disposições constitucionais, acaba de destituir a presidente Dilma Rousseff, pertencente ao esquerdista Partido dos Trabalhadores (PT), que (des)governou o país durante mais de uma década. A maioria dos cidadãos brasileiros havia manifestado seu apoio à destituição, recorrendo previamente a reiteradas e massivas manifestações de rua. Sem sombra de dúvida, essa destituição constituiu uma má notícia para as esquerdas brasileiras e latino-americanas.