liberalismo


Brasil, o filho pródigo caiu em si?

 Há muito mais culpados entre os omissos do que entre os efetivos agentes do processo de destruição dos valores.

Quando decidi renovar meu velho blog, dando a ele o formato atual em www.puggina.org, escolhi duas frases para aparecerem intermitentemente na “testa” do site: “O bom liberal sabe que há princípios e valores que se deve conservar” e “O bom conservador deve ser um defensor das liberdades”.

A ética da liberdade contra o autoritarismo

Quais foram os pensadores que, frente à tentação do totalitarismo, não apenas se mantiveram isentos de qualquer culpa, mas transformaram suas vidas, seu trabalho intelectual, em libelos contra as ideologias que, depois de enganar os povos com ilusões utópicas, especializaram-se no cerceamento da liberdade, na perseguição, na tortura e no assassinato?

Para Dahrendorf, a “rebelião verborrágica” de maio de 1968 representou a “irrupção do relativismo e do fundamentalismo no mundo ilustrado da sociedade aberta.”

Essa é a pergunta central do livro La libertad a prueba, em que Ralf Dahrendorf, diretor da London School of Economics no período 1987-1997, não apenas lista os poucos intelectuais resistentes às falsas promessas do nazifascismo e do comunismo, mas investiga quais as origens e características da força desses homens, que qualidades eles teriam para, de maneira altiva e sistemática, jamais abandonar sua visão liberal — e, assim, tornarem-se guardiães da liberdade.

Antes de iniciar sua análise, Dahrendorf se pergunta quais seriam as tentações próprias dos regimes totalitários. O que leva os homens à renúncia da liberdade?

Dos limões… a limonada

Quão raro e agradável é para o poderoso compreender as limitações do poder, verdadeiramente repudiar seu uso, com efeito, devolvê-lo às miríades de indivíduos que compõem a sociedade. Assim foi Ludwig Erhard, que fez mais do que qualquer outro homem ou mulher para desnazificar a economia alemã após a Segunda Guerra Mundial. Ao fazê-lo, ele deu origem a uma miraculosa recuperação econômica.

“Aos meus olhos”, confidenciou Erhard em Janeiro de 1962, “o poder é sempre entorpecente, é perigoso, brutal e, basicamente, até estúpido”.

Por qualquer mensuração, a Alemanha em 1945 era um desastre – derrotada, devastada, dividida e desmoralizada – e não apenas devido à guerra. Os nazistas, é claro, eram socialistas ( O nome nazi deriva da abreviatura de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), assim que por mais de uma década a economia tinha sido “planejada” de cima. Tinha sido atormentada com controle de preços, racionamento, burocracia, inflação, cronismo (capitalismo de “compadres”), cartéis, desperdício de recursos e comando governamental das indústrias mais importantes. Os produtores faziam o que os planejadores ordenavam. Servir ao estado era o valor mais elevado.

“O Brasil ‘fez’ a Venezuela.” Olavo de Carvalho, em entrevista ao jornal A Tarde

Nenhuma corrente ideológica é jamais inteligente o bastante para se mover com agilidade entre as sutilezas da vida política.

A esquerda dominante jamais aceitará o debate franco, pois sabe que vive de mentirinhas tolas e que num confronto honesto sairá sempre perdendo.


Olavo de Carvalho: “Teremos de impor o debate à força”

O filósofo e professor Olavo de Carvalho é hoje o maior expoente do pensamento de direita em âmbito nacional. Nesta entrevista realizada por e-mail, o filósofo, residente dos EUA, diz que o reavivamento da direita é resposta à prepotência da esquerda que desembocou no assalto aos cofres públicos. Mas ele aponta que somente a “inteligência individual” é capaz de contrapor-se à esquerda em uma “guerra cultural”. 

Muitos brasileiros foram às ruas no domingo (15/03) impulsionados, em sua maioria, pelo escândalo do Petrolão e pedindo a deposição da presidente Dilma Roussef. O senhor entende que seja a corrupção sistemática, como apontou o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, o mal maior gerado nos governos petistas?

Ética econômica e criação da prosperidade: para além dos mitos da esquerda – II

O desenvolvimento é o resultado de atitudes e valores positivos. De um certo ethos. E de instituições políticas que estimulam a inovação e a descoberta.

A mentalidade marxista é uma das principais causas do atraso nacional em Cabo Verde e atormenta, com o seu ranço anticapitalista e a sua mitologia avessa à liberdade individual, consciências e almas serôdias, gerando, assim, mil absurdos em vez de luzes e esclarecimento.

É uma herança miserável do velho “partido único”. Desde 1975, somando-se, aliás, ao corporativismo antiparlamentar adveniente do Estado Novo salazarista, “legitimado” pelo plebiscito de 1933.

Ética econômica e criação da prosperidade: para além dos mitos da esquerda – I

“O indivíduo, como diz Worms, não existe para tornar feliz o Estado e muito menos quem o representa como função diretora; o Estado é que existe para tornar feliz o indivíduo.
Luís Loff de Vasconcelos, empreendedor e intelectual cabo-verdiano, 1861-1923.    

Adam Smith, já em 1755, vinte e um anos antes da publicação do seu magnum opus, recortara, com nitidez, as três condições essenciais do desenvolvimento humano: impostos leves, paz social e uma boa administração da justiça.

O resto é meramente ancilar, pensava o professor de filosofia moral e pai da moderna ciência econômica.

Ao contrário das ideias estapafúrdias de Karl Marx, Smith desde cedo percebeu que há uma “mão invisível” capaz de, pelo milagre da colaboração espontânea e num círculo virtuoso, engendrar a prosperidade geral e o aumento da riqueza nacional.

Compromisso de Cochabamba, antítese do Foro de São Paulo

18 de março de 2015.
Cochabamba, Bolívia

Quem somos?
Somos uma equipe de liberais clássicos de vários países latino-americanos, Espanha e EUA. Muito variada também na sua composição: entre nós há políticos ativos, estudantes, técnicos e profissionais, empresários, economistas e investidores, intelectuais e artistas, militares e policiais, juízes e advogados, esportistas, professores e mestres, médicos e enfermeiras, padres, rabinos e sacerdotes, e também donas de casa, agricultores, empregados e trabalhadores.

Qual é nosso COMPROMISSO?
Nós, liberais clássicos, partidários de um governo limitado, do livre-mercado e da propriedade privada, nos comprometemos firmemente a terminar com a hegemonia cultural e política do Foro de São Paulo na região. E para esse propósito, também nos comprometemos:

O que penso sobre Olavo de Carvalho

Onde outros teriam desistido ele perseverou.

Participo de vários grupos e, inevitavelmente, em algum momento alguém começa a falar sobre Olavo de Carvalho. Uns defendem outros criticam, esse post é a minha resposta a todos eles.

Olavo de Carvalho é um craque. Mais do que isso, é um homem de coragem e força de vontade ímpar. Assim, ele é um exemplo de conhecimento, inteligência, preparo acadêmico, e coragem para enfrentar desafios. Este homem lutou praticamente sozinho, por mais de 10 anos, contra toda a esquerda nacional e internacional. Alertou sobre os perigos do socialismo, sobre o Foro de São Paulo, sobre o PT, sobre o problema da deterioração da alta cultura quando estes problemas sequer eram imaginados seja na academia ou nas redações de jornais e revistas brasileiras.

Você é comunista e não sabia?

A realidade é que vivemos em países socialistas.

Façamos um pequeno “teste político” com dez “políticas públicas” ou ações do governo, das quais sempre se fala em todos os países. Você tem de marcar se está de acordo ou não com cada uma destas dez idéias ou medidas. Você pode responder e depois perguntar a seus familiares e amigos. Comecemos:

1.“Reforma agrária”, ou seja, a luta contra o latifúndio: a grande propriedade rural;

2.“Imposto progressivo”, ou seja, quem ganha mais paga uma porcentagem maior de imposto;

3.“Imposto sobre heranças”, para se ter mais igualdade de oportunidades;

Da Retórica política: origens, sentido e atualidade

…a autoridade legislativa, ou suprema, não pode arrogar-se o poder de governar por meio de decretos arbitrários extemporâneos, mas está obrigada a dispensar justiça e a decidir acerca dos direitos dos súbditos por intermédio de leis promulgadas e fixas, e de juízes conhecidos e autorizados. Pois, desde que a lei de natureza não é escrita e que, portanto, não se pode encontrá-la senão no espírito dos homens, não será possível, na ausência de um juiz estabelecido, convencer com facilidade de seu equívoco aqueles que – movidos pela paixão ou interesse – venham a citá-la ou aplicá-la erroneamente.”
J. Locke (1632-1704)        

Introduzida na Grécia continental pela mão de Górgias, a partir da Sicília, a Retórica passou, desde então, a ocupar um lugar privilegiado na educação dos jovens.

Os sofistas, combatidos severamente nalguns diálogos platônicos, eram nesse tempo mestres na arte oratória.

A verdade, para Platão, não pode, contudo, ser dissolvida no jogo das palavras. Havia que ligar, ensinava, o ethos ao logos.