liberalismo


Que venha o Tea Party brasileiro

Em 2009, os EUA foram confrontados com um de seus piores pesadelos: Barack Obama era tudo que seus adversários acusavam e muito mais.

Mesmo para um povo que já passou por tantas guerras e ameaças, nunca houve nada parecido com isso. A lembrança do presságio de Abraham Lincoln voltava com força total: “a América nunca será destruída de fora para dentro. Se um dia falharmos e perdermos nossas liberdades será porque nós mesmos nos destruímos.”

Neste mesmo ano nasce um movimento espontâneo e popular batizado de “Tea Party”, lembrando o “Boston Tea Party”, evento histórico ocorrido em 16 de dezembro de 1773 e que desencadeou uma série de eventos que terminariam na independência dos EUA dois anos e meio depois.

Uma aula de civismo e de cidadania


Foi também a aclamação pública e popular do maior filósofo brasileiro, do escritor verdadeiramente influente, que fala do que é relevante, com coragem e honestidade intelectual.


Foi uma aula de civismo e cidadania, quando mais de 30 mil pessoas tomaram a avenida Paulista, na 2ª manifestação pró-impeachment de Dilma Rousseff. Houve manifestações também em Brasília, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras. O ato público de São Paulo começou às 14 horas em frente ao MASP, quando já se reuniam pessoas de todas as idades, muitos com as caras pintadas de verde e amarelo, com cartazes, faixas e bandeiras mostrando indignação e esperança “por um Brasil decente”, como dizia uma das placas.

Manifesto Pela Democracia

Queremos aqui reafirmar neste manifesto que rechaçamos toda e qualquer proposta de separatismo e de golpe militar,
pois queremos o Brasil unido e fortalecido democraticamente.

Saímos às ruas para defender a democracia brasileira, seriamente ameaçada pelo projeto de poder totalitário do PT, instrumentalizado pelo Foro de São Paulo (organização terrorista que reúne partidos de esquerda e grupos criminosos do continente latino-americano) para implantar o bolivarianismo no Brasil e demais países da América Latina, sob o comando dos irmãos Castro.

Nosso movimento é pela democracia, pela soberania nacional, pela verdade, pela dignidade e pela liberdade. Sabemos que o PT está empenhado em extinguir as liberdades individuais, amparado no pior populismo e clientelismo, com as já evidentes consequências econômicas desastrosas, a generalizada degradação moral e a insegurança institucional, com o Estado e a sociedade civil aparelhados para uma hegemonia ideológica que coloca em risco as liberdades individuais.

Estado é corrupção

Nenhuma surpresa com as revelações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef. Trata-se apenas de mais do mesmo, aqui como em toda parte. O único antídoto é a receita liberal, de reduzir o Estado a suas funções ditas clássicas.

O país acompanha estarrecido as revelações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef sobre as estripulias da corrupção de larga escala. Todos já sabem e mesmo sentiram na pele a perene corrupção de pequena escala, aquela do fiscal da prefeitura ou do Trabalho. Se a corrupção é intrínseca ao homem, ela o é mais ainda ao Estado, que defino como o mal potenciado e comprimido, capaz de realizar grande devastação.

O fracasso do Estado de Bem-Estar Social

A política moderna está saturada de mitos. E de idiotas que acreditam neles.

Idiota, aqui, no sentido (grego) clássico do termo.

Na sua face mais medíocre, a política moderna virou enredo de filme da Walt Disney. Existem heróis e vilões, o bem e o mal, e milhões de soluções mágicas para tudo.

Hoje o debate político é definido nos seguintes termos: “caras bonzinhos” tentando salvar o mundo contra “caras maus” que visam apenas o lucro.

Ainda hoje tem gente que acha que só “caras maus” se opõem ao Estado de Bem-Estar Social, um modelo econômico paternalista no qual, basicamente, alguns cidadãos vivem sustentados por outros, que trabalham e pagam impostos.

O curioso caso do Pr. Everaldo

Quando Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal, rapidamente se tornou alvo do Lobby LGBT e da imprensa.

A essa altura do nosso torneio de polêmicas, pouca gente se recorda, mas quando ficou encurralado, com gente de peso como presidente do Congresso, Henrique Alves, pedindo sua renúncia, Feliciano foi abandonado, num primeiro momento, pelo seu partido.

O Partido Social Cristão (PSC) se dobrou às pressões. Uma semana após a escolha do de Feliciano, Henrique Eduardo Alves se encontrou com líderes do PSC e saiu da reunião com a resposta que queria: a sinalização do partido de que o deputado pastor deixaria o posto.

O líder do PSC era o deputado André Moura e o vice-presidente, Everaldo Pereira.

Quando a Utopia conduz à brutalidade – relembrando o caso “31 de Agosto”

“Homem, homem, não se pode viver inteiramente sem piedade.”
 Dostoievski, citado por Koestler em O Zero e o Infinito

“Que Deus nos proteja dos santos!”
Georges Bernanos

O filósofo francês Maurice Merleau-Ponty, em 1947, havia chamado a atenção do público culto para um aspecto intrigante da política: a escolha, explicava ele, não é entre a pureza e a barbárie, mas entre graus variáveis de violência. (James Madison, ainda no séc. XVIII, esclarecera, no Federalista n.º 48, que o poder tem uma dimensão opressora e por isso carece de freios e limites – mas os incautos e sonhadores não leram esta obscura passagem…).

É certo que Ponty, homem de esquerda, estava a reagir aos efeitos devastadores provocados pela publicação do Darkness at Noon (O Zero e o Infinito, na tradução portuguesa), de Arthur Koestler, uma denúncia inteligente e implacável do fenômeno totalitário, retratando, com aquele olhar de lince, a farsa monumental dos chamados “Processos de Moscou”, orquestrados pelo aparato repressivo de Estaline nos anos 1930.

Direita e esquerda: a relevância de uma distinção – 4ª parte

 

“Um soberano jamais deve colocar em acção um exército motivado pela raiva; um líder jamais deve iniciar uma guerra motivado pela ira.” – Sun Tzu, filósofo e general chinês (544-496 a.C.)

 

Uma das maiores pragas que se abateu sobre a humanidade foi a criação da mentalidade revolucionária.

A mentalidade revolucionária, que é a essência de 90% da esquerda, é a encarnação do Juízo Final. A secularização da ideia de salvação.

É uma ideologia, lato sensu, fanática e assassina.

Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, trata-se essencialmente de um fenómeno espiritual e psicológico, “se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a acção política”.

Mas a mentalidade de “shopping center”, relativista, oportunista, covarde e consumista, e estruturalmente leviana, perdeu a noção do perigo.

Julga que a história parou e que depois da “queda” da URSS o mundo entrou, finalmente, numa era dourada de paz e democracia.

Como dar-se vida a um fantasma

Da mesma forma como o discurso contra as medidas “neoliberais” acabou levando o PT ao governo, aquelas mesmas medidas sustentaram o discurso fanfarrão de Lula durante oito anos.

Quando nossos filhos eram pequenos, alugamos certa feita uma casa de veraneio cujo sótão servia de moradia a algum animal que emitia guinchos finos e esganiçados semelhantes ao riso humano. Na primeira vez em que foi ouvido, as crianças, assustadas, perguntaram o que era e eu respondi em tom casual sem dar muita importância: “É o Risadinha. Não é possível vê-lo, mas ele mora aí em cima”. E o Risadinha acabou incorporado para sempre ao folclore familiar, sendo evocado cada vez que se escuta algum rangido ou uma porta bate inesperadamente.

Direita e esquerda: a relevância de uma distinção – 3ª parte

Para Olavo de Carvalho, com admiração.  

Fustel de Coulanges mostrou-nos, desde 1864, que o homem é um ser complexo, reunindo, aliás, na sua radical incompletude, contributos díspares de várias épocas históricas.

De quantas faces é composta a face humana? Ainda o sabemos?

Contra a frivolidade mediática dominante, temos de voltar à sabedoria e ao diálogo sereno com os clássicos. É uma tarefa inadiável.

Mas a esquerda, essa fábrica ininterrupta de mentiras, poluiu o nosso ambiente político perigosamente. Abastardou tudo.