O Estado de São Paulo


Sociologia do jornalismo: o episódio do MAM e as criaturas que infestam as redações

Comentário do autor, Cristian Derosa: A “performance” apresentada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) que expôs um homem nu à apreciação de crianças e adolescentes gerou protestos, mas a jornalista Rita Lisauskas, do Estadão, reagiu, no Twitter, com ironia à justa indignação do público. Em sua mente “jornalisticamente correta”, soa absurdo que […]

Uma boa mãe apóia um bom aborto

Não há, na visão do abortista, nada intrinsecamente valioso na vida humana. A vida de uma pessoa não tem valor por si mesma, mas por elementos extrínsecos a ela

O aborto é, sem dúvida, a maior calamidade humana de todos os tempos.

Não conheço Rita Lisauskas. Fiquei sabendo de sua existência através de um blog no site do jornal O Estado de S. Paulo intitulado “Ser mãe é padecer na internet”. Para seu último texto do blog, Rita escolheu uma bela manchete: “Sou mãe e a favor do aborto”. Curioso. Resolvi ler o texto, (in)felizmente. E, após ter me deparado com uma porção considerável de afirmações perigosas, para dizer o mínimo, resolvi escrever um punhado de comentários. Eles estão abaixo em itálico, e se referem sempre aos grifos em vermelho que fiz ao texto original.

Caso de polícia: homossexuais passam HIV de propósito

Manchetes de grandes jornais destacaram no final de semana que adeptos das práticas homossexuais estão trocando ideias de como infectar mais pessoas com o HIV. Segundo essas notícias, blogs homossexuais compartilham até dicas de como transmitir o HIV, o vírus que causa a AIDS.

No entanto, embora o conteúdo das notícias seja claramente homossexual, suas manchetes livram os homossexuais de culpa. Por exemplo, a manchete do jornal O Estado de S. Paulo diz: “Os homens que passam HIV de propósito.” Não muito diferente, a manchete do jornal Zero Hora diz: “Homens passam HIV de propósito e preocupam autoridades em saúde.”

Ora, essas manchetes, e outras, deixam claro que há um crime, mas tiram os homossexuais da fogueira. Quem é jogado nela são os homens.

Multiculturalismo e estupidez criminosa

Hoje em dia, contra os cristãos, vemos no mundo inteiro: discriminação social, institucional, corporativa, legal, supressão da atividade missionária, imposição de conversão forçada a outras religiões e supressão da adoração pública.

O filósofo alemão Eric Voegelin nos diz que ninguém tem o direito de ser estúpido. A estupidez, quando praticada, é algo que pode nos trazer infortúnios. Segundo ele, não há qualquer direito básico ou liberdade na letra da constituição nos garantindo o direito de criar problemas para nós mesmos, apesar de não ser necessariamente um crime ser um inveterado praticante da estupidez individual. Todavia, quando o sujeito começa a ser estúpido ao ponto de causar danos a muitas pessoas (especialmente se tratando dos milhares, ou mais), passa-se então a falar da estupidez criminosa.

Falando nisso, o jornalista e homem da direita multicultural-liberal (sic), Gustavo Chacra, disse de modo retumbante que tudo o que foi dito sobre o martírio de cristãos é uma sórdida mentira. A fonte dele é nada menos que a BBC, a rede cujo anticristianismo só não é óbvio a quem nunca ouviu falar em BBC. Embora somente o fato de o jornalista ter usado autofagicamente a BBC para falar sobre tal assunto já nos habilitasse a chamá-lo de um autêntico estúpido de intensidade criminosa, temos alguns outros agravantes:

O primitivismo de todos nós

Bolsonaro incomoda, e isso acontece, principalmente, porque ele é um homem comum, que diz coisas comuns, que refletem a cabeça da população comum.

E é exatamente esta forma de pensar que incomoda a elite esquerdista e pensante deste país.

A ideologia progressista e a esquerda, em geral, no Brasil, encontra eco em qual porcentagem dos deputados nacionais? Sem nenhuma dúvida, um discurso que confronte o socialismo brasileiro não sai das bocas sequer de 0,5% desses legisladores. Então, por que, quando alguém, como o deputado federal Jair Messias Bolsonaro, fala algo, isso é motivo para reações tão destemperadas e manifestações de temores desesperados, como do jurista Conrado Hübner Mendes, em seu artigo ‘Reféns do Bolsonarismo‘?

O previsível Veríssimo

Deixa de ser charlatão, Veríssimo.
Acabou-se o tempo em que você e outros impostores ganhavam por WO.

O escritor Luís Fernando Veríssimo tornou-se reconhecido por suas crônicas adocicadas para colegiais do ensino fundamental. Foi o bastante para que achasse poder ir além e tornar-se um crítico político: acabou apenas consolidando-se como um defensor das ideologias mais espúrias.

No Estadão de ontem (13), ele usa seu estilo literário escolar a serviço de sua militância, fazendo um joguinho de palavras com um suposto significado lisonjeiro da palavra “incrível”, em contraposição à tendência pejorativa de “inacreditável” para com isto dar um toque engraçadinho ao escárnio dos valores conservadores do povo brasileiro e à advocacia do nefasto programa Mais Médicos, do PT. 

Equívocos de Roberto Damatta

Merece um comentário o artigo de Roberto Damatta, publicado no Estadão ontem (8) . O autor, renomado sociólogo, comete a síntese dos equívocos dos que têm analisado as manifestações de rua desde a perspectiva da esquerda política, que têm acontecido desde junho. Em síntese:

1 – As manifestações, na origem, não foram espontâneas. Grupos ligados ao PT e patrocinados por verbas estatais acenderam o estopim;

2 – Também consta a articulação internacional com os chamados “globalistas”, aqueles que querem implantar o governo mundial imediatamente, em prejuízo dos Estados nacionais;

3 – Os alvos prioritários dos grupos ligados ao PT são os governos do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro. A motivação eleitoreira dos atos é inegável;

Imprensa deve explicação ao País

Abdicando completamente do senso crítico, quase toda a imprensa se comportou como incendiária nos protestos e, ao brincar com fogo, pode abrir caminho para uma reforma política bolivarista.

Nenhum país sobrevive com o povo em convulsão nas ruas, inviabilizando as atividades produtivas.

Parafraseando Hegel, Marx afirma em uma de suas obras mais conhecidas, o “18 Brumário de Louis Bo­naparte”, que os fatos e personagens de grande importância no mundo ocorrem duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa. Tanto a frase original de Hegel quanto a paráfrase de Marx não têm qualquer valor científico, nem mesmo filosófico. Mas, no caso de Marx, a paráfrase serve bem à verve polemista com que ele transforma em caricatura o sobrinho de Napoleão Bonaparte, que, tentando imitar o tio, deu um golpe de Estado e se tornou um efêmero imperador francês. Louis Bonaparte também é abordado por Machado de Assis no personagem Rubião, do romance “Quincas Borba”.

Lições do Conclave a um mundo materialista

A existência de tantas regras limitando as possibilidades humanas de ação é o reconhecimento formal de que as esperanças do homem não devem residir em si mesmo, mas em Deus.

Há pouco mais de um mês, o então Papa Bento XVI pegou o mundo inteiro de surpresa ao anunciar a sua renúncia. Um número exíguo de pessoas conjeturava seriamente essa possibilidade, e um número ainda menor sabia que Bento XVI tinha essa intenção. Em seu anúncio, Bento XVI disse que no dia 28 de fevereiro, às 20h00, a Sé ficaria vacante oficialmente.

O editorial é do Estadão ou da Caros Amigos?

O que pode explicar a vergonhosa atuação dos jornalistas brasileiros na cobertura das primárias republicanas nos EUA? Bruno Pontes analisa editorial do Estadão e a cobertura da Rede Globo.

Começou o processo de escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama em novembro. As editorias internacionais da nossa imprensa já estão esculhambando o pessoal cafona dos Estados Unidos que não pensa igual ao pessoal bacana das redações aqui no Brasil, como fez o sujeito que escreveu o editorial do Estado de São Paulo de 10 de janeiro intitulado “Republicanos medievais”. Vejamos então como pensa o editorialista e sigamos o seu exemplo para não cometermos a gafe da defasagem intelectual: