politicamente correto


Obama e a Falácia do Islamismo não Violento

As razões apresentadas para cada incidente são diversificadas. Justificativas múltiplas vazias, às quais a imprensa sorve avidamente, no afã de marcarem pontos, salvarem sua pele, ou, simplesmente, de serem “politicamente corretos”. Mas o que todos esses incidentes e correntes têm em comum? O Corão e a religião islâmica.

O presidente Obama realizou, no início deste mês de junho de 2009, uma turnê pelo Oriente Médio, na qual fez abordagens e discursos diversos aos países islâmicos. A tentativa é a de tornar o país simpático à região e isso passa por palavras benevolentes e congratulatórias ao Islamismo, quer elas sejam verdadeiras, ou não. Nesse sentido, o discurso politicamente correto, e explicitamente destinado a se contrapor à era Bush, levou o presidente dos Estados Unidos a expressar o seu “dever” em “combater todos os estereótipos negativos sobre o islã, onde quer que eles apareçam”.

O loteamento da liberdade

O que estamos vivenciando é uma maior interferência do governo nas áreas individuais e empresariais, em nome do politicamente correto, como se assim estivesse agindo em nome da coisa pública.

Um bom critério para medir o grau de liberdade de uma sociedade consiste em determinar o espaço deixado em aberto para a livre ação individual. Se o Estado tem uma tendência a legislar sobre tudo, ele necessariamente reduz o espaço de atuação do indivíduo, cada vez mais preso numa rede de obrigações, que reduz a sua iniciativa própria. Se, pelo contrário, a sociedade possui maior autonomia, os indivíduos passam a decidir mais por si mesmos, não ficando reféns nem servos de orientações estatais.

Convém aqui ressaltar que uma outra face disto reside na carga tributária de uma sociedade. Quanto maior for, maior será o Poder de Estado e maior também a sua tendência a interferir nos assuntos individuais. Quanto menor a carga tributária, menores as obrigações estatais e maior a responsabilidade individual.

O Brasil tem apresentado nos últimos anos duas tendências que se determinam reciprocamente. De um lado, temos observado o aumento de normas jurídicas que aumentam progressivamente o seu campo de abrangência. O Estado, seja por de leis no âmbito legislativo, seja por decretos e portarias no âmbito do Executivo, seja ainda por interpretações dos tribunais superiores, passa, cada vez mais, a decidir aquilo que é melhor para os cidadãos. É como se esses fossem menores de idade, incapazes de decidirem por si mesmos. De outro lado, o Estado aumenta progressivamente a carga tributária, supostamente se atribuindo responsabilidades, que poderiam igualmente ser assumidas pela sociedade e pelos indivíduos. Cada vez mais, os cidadãos e as empresas trabalham para o Estado e não para si mesmas, como se esse também soubesse aquilo que é melhor para eles.

Cria-se um problema de desresponsabilização progressiva dos cidadãos, que dedicam uma boa parte do seu tempo para o pagamento de impostos e contribuições, além de terem de enfrentar imposições legais, que dizem respeito a coisas que deveriam ser de seu foro íntimo, atinentes à sua liberdade de escolha.

Quando se diminui a liberdade de escolha, o Estado considera o cidadão como incapaz de decidir racionalmente, incapaz de, frente a várias possibilidades, escolher aquela que mais lhe convém. Na verdade, o cidadão defronta-se com sua capacidade de optar por aquilo que considera um “bem”, sendo, consequentemente, responsável por sua ação.

O bem não é algo que lhe seja imposto de fora, mas algo que provém de sua própria capacidade deliberativa. Se essa é circunscrita, ele passa a ser servo de decisões alheias. Um caso particularmente eloqüente é o da proibição de fumar em bares e restaurantes, mesmo que esses tenham lugares reservados para fumantes e não-fumantes. Não se trata de ser a favor ou não do hábito de fumar, mas do exercício da livre escolha.

Não cabe ao Estado estabelecer uma série de restrições que faz com que o fumante venha a ser considerado uma espécie de pária. Poderia ser aduzido o fato de que o ato de fumar faria mal à saúde. Ora, cabe, de nova conta, ao indivíduo decidir aquilo que considera ou não nocivo à sua saúde, não devendo ser o papel de o Estado impor aquilo que considera como o seu bem. Aqui, precisamente, reside o perigo: o Estado determinando o que é o bem para cada um, substituindo-se ao ato de livre escolha e o inviabilizando.

A tutela estatal começa com esse tipo de política que, aparentemente, se apresenta como a do bem comum, captando a simpatia da opinião pública. Essa mesma atitude se revela no que veio a ser chamada a lei seca, que proíbe a ingestão de bebida alcoólica para a condução de automóveis. A medida é tão draconiana que independe de qualquer grau de ingestão de álcool, salvo o de nível zero.

Observe-se que a ingestão moderada não causa nenhuma embriaguez, não impedindo o indivíduo de controlar o seu veículo. Ademais, ela fere um preceito constitucional, o de obrigar o indivíduo a apresentar provas contra si mesmo, submetendo-se ao bafômetro, independentemente de qualquer acidente. Em caso de acidente, seria normal, com ou sem esta lei, que o indivíduo seja responsabilizado pelo seu ato. Ora, que faz o governo? Coloca-se na posição de cada indivíduo, determinando arbitrariamente aquilo que é o bem, válido para todos.

As recentes medidas de restrição da publicidade de determinados produtos em certos horários vão na mesma direção. De nova conta, é o governo decidindo em nome das empresas de mídia e de publicidade, arvorando-se em representante do bem e procurando impor a sua própria posição. Órgãos de controle da sociedade por ela mesma são descartados em nome de um bem supostamente maior, o que é exercido por uma regulamentação simplesmente imposta. Não se pode desvincular essa nova proposta de regulamentação governamental das anteriores, pois eles possuem o mesmo propósito de diminuir o espaço individual e empresarial da livre escolha. Desconsidera até o ato mais elementar de que uma pessoa, diante de um aparelho de televisão, pode simplesmente desligá-lo ou mudar de canal se uma determinada propaganda ou programa fere a sua sensibilidade ou a sua noção do bem. O que está em questão é algo muito maior, relativo ao exercício da livre atividade racional.

O que estamos vivenciando é uma maior interferência do governo nas áreas individuais e empresariais, em nome do politicamente correto, como se assim estivesse agindo em nome da coisa pública. Aproveita-se ele de certa franja da opinião pública sensível a esse tipo de comportamento e capaz, portanto, de apoiar tal tipo de proposta. O Estado se fortalece e aproveita esse seu fortalecimento não apenas para reduzir os espaços de atuação autônoma da sociedade, mas, também, para aumentar a carga tributária e estabelecer as suas formas próprias de controle. Assim, passou a fazer parte da pauta tributária propostas de aumento dos impostos de fumo e bebidas alcoólicas e de recriação da CPMF. Tudo isto é feito tendo o mesmo mote, a saber, a saúde de cada um, como se coubesse ao governo determinar o que é o bem individual e as suas formas de implementação.

Notas:

Publicado pelo Diário do Comércio em 25/07/2008

Engodo racial

Quem, explícita ou tacitamente, aceita rótulos raciais para obter vantagens eleitorais só pode mesmo ser um vigarista.

Quando dá “branco” na mente das pessoas a situação geralmente fica “preta”.

(provérbio japonês)

 

Parece que todo mundo se rendeu ao engodo racial do senador Barak Obama. Entretanto, quando até críticos mordazes do candidato democrata às eleições presidenciais americanas passam recibo sobre a negritude de Obama, sou levado a manifestar minha perplexidade.

Assumindo o risco de ser politicamente incorreto, eu gostaria de observar que Obama não é negro coisa nenhuma. O fato de ter ascendentes de etnia negra, ou seja, ser “afro-descendente”, como preferem os que professam a Novilíngua no Brasil, não deveria conferir ao senador o status de negro. Obama é tão negro quanto branco, a começar pela cor da pele. É um mulato na melhor acepção da palavra, meio branco meio preto. Posicionar-se como possível “primeiro presidente negro dos EUA” não passa de jogada de marketing para atrair votos dos afro-descendentes americanos e a simpatia dos anti-americanos terceiro-mundistas.

A propósito, muito antes da discussão sobre a cor do possível futuro presidente dos EUA, uma coisa que sempre me intrigou é por que um mulato geralmente tem a tendência a se dizer “negro”. Sem entrar no mérito antropológico ou biológico, eu, que considero ultrapassado o conceito de “raça”, admito que, para um sujeito se declarar negro, ele deva ter a pele da cor da de Pelé para mais escura. Apenas uma referência pessoal, subjetiva, sem importância. Mas, às vezes, parece que os mulatos têm orgulho da negritude e vergonha da brancura, rejeitando a priori a possibilidade de se identificarem como brancos. Outra questão curiosa é por que no Brasil os afro-descendentes fazem questão que se diga “negro” e não “preto”? Nos EUA, ocorre exatamente o oposto: ofensivo é chamar alguém de niger; só se pode dizer black. Acho que nem Freud explica essas maluquices.

Pretos mesmo seriam, por exemplo, aqueles corredores quenianos que chegam a parecer azuis sob a luz do sol. Talvez, no mundo globalizado do século XXI, ainda haja negros com razoável pureza étnica apenas em determinadas populações da África. Nas Américas, Europa e Oriente Médio, a miscigenação já se encarregou de “poluir” os genes negros com os dos brancos e vice-versa. E também com os dos amarelos, estes sim, que deviam reclamar de discriminação, na medida em que não são nem lembrados quando o assunto é racismo.

E por falar em amarelos, abrindo mais um parêntesis, a “indústria” do racismo é muito similar à do indigenismo. Serve à manipulação do ativismo político esquerdista e aos vigaristas sempre de plantão. Eu desafio: apresentem-me um índio sequer que prefira continuar comendo macacos abatidos a flechadas do que comer uma boa picanha comprada no açougue; ou que prefira sua ferramenta de pedra polida a um facão de aço inoxidável para cortar o mato. Maldade do homem “branco” (incluindo-se aí toda a população “civilizada” de amarelos, negros, mulatos, cafusos e caboclos) seria deixar a minoritária população indígena na miséria e insalubridade, à margem do progresso agrícola, industrial, da medicina, das telecomunicações etc. Índio gosta mesmo é de caminhonete 4 x 4, carabina automática, água encanada, luz elétrica, TV, calça jeans, futebol, cachaça e – por que não? – dinheiro no bolso! Exatamente como qualquer um, independentemente da origem étnica.

Não faz muito tempo, no Brasil, um estudo genético sobre celebridades apontou que a ginasta dita “negra”, Daiane dos Santos, na verdade, é o melhor exemplo de miscigenação no Brasil: de fenótipo aparentemente “mulato”, ela tem aproximadamente 1/3 de genes europeus, 1/3 africanos e 1/3 índios. E que o sambista Neguinho da Beija Flor é genotipicamente mais branco (europeu) que negro (africano), muito embora seu fenótipo seja basicamente negro.

Portanto, às favas com essa história de “primeiro presidente negro”. Este posicionamento apenas reforça a tese de que Obama não passa de uma fraude. Quem, explícita ou tacitamente, aceita rótulos raciais para obter vantagens eleitorais só pode mesmo ser um vigarista (o que não causa espanto, em se tratando da pior espécie surgida no orbe terráqueo: o político profissional ativista…).

E viva a miscigenação! Salve as mulatas do carnaval carioca, os mulatos da seleção brasileira de futebol e tutti quanti.

As origens do politicamente correto

Politicamente correto é igual a marxismo cultural. É marxismo traduzido de termos econômicos para termos culturais. É um esforço que começa não nos anos 1960, com os hippies e o movimento pacifista, mas sim na Primeira Guerra Mundial. Se nós compararmos os conceitos básicos do politicamente correto com o marxismo, o paralelo entre eles é bastante óbvio.

De onde vêm todas essas coisas que se ouve falar – o feminismo, o movimento gay, as estatísticas inventadas, a história reescrita, as mentiras, os protestos e todo o resto? Pela primeira vez na história os americanos têm motivos para tomar cuidado com o que dizem, com o que escrevem, com o que pensam. Eles têm que ter medo de usar a palavra errada, a palavra tida como ofensiva, insensível, racista, machista ou homofóbica.