Religião


Muçulmanos suicidas perdem para evangélicos e judeus suicidas

Os EUA foram fundados por evangélicos perseguidos que amavam Israel, e um de seus mais importantes presidentes modernos, Ronald Reagan, foi um dos maiores apoiadores de Israel – sem mencionar um grande opositor do aborto legal. Depois da ação dos homens-bombas evangélicos, tudo o que sobrou foi Obama e uma nação americana empenhada na sacralização e proteção mundial do aborto e do homossexualismo.

Quem disse que os cristãos não são exemplos de suicídio?

Mas eles não estão sozinhos.

Um homem-bomba, que mata muitas pessoas explodindo veículos no esforço de chamar atenção, é também chamado de terrorista suicida. O islamismo radical detém o monopólio desse estranho suicídio que, em vez de matar e destruir exclusivamente o autor e outros terroristas semelhantes, mata inocentes.

Richard Dawkins ou da puerilidade científica

Se me tirarem o prazer de especular sobre a existência de um Criador, estão me tirando em sua totalidade a minha faculdade de refletir. Afinal, se não devo me preocupar com as minhas origens, também não devo me preocupar com o meu fim e já não importa, então, quem eu sou ou o que faço aqui, como também não contam a minha história pessoal e a história nacional e universal em que ela se insere.

Não tenho a menor simpatia por eventos literários como a Flip, a Feira Literária de Parati. Considero que eventos como esses são perfeitamente análogos ao Salão do Automóvel, embora não se possa estabelecer uma sólida analogia entre romances e automóveis, contos e motocicletas, mesmo que todos eles sejam meios de transporte.

Estupidez erudita

O seu grande mérito consiste em notar que a política contemporânea de massas adquiriu essa faceta de substituta das religiões tradicionais. O que Gray não percebeu é que a imitação não é a obra genuína: o arremedo grosseiro não pode tomar o lugar da religião revelada. Na verdade, o recuo desta é que permitirá ao poder mundano assumir sua forma caricatural e mortífera, ao fazer do Estado o deus redentor das massas, desde o início do século XX.

Classificado por muitos como um dos maiores cientistas políticos vivos e a cabeça pensante que norteia ao menos os mandatários britânicos das últimas décadas, John Gray é professor de Pensamento Europeu na London School of Economics e colunista do jornal britânico The Guardian. O autor já tem vasta obra publicada, parte dela já traduzida para o português, com destaque para o aclamado  Cachorros de Palha. Gray é um pessimista ateu, que acredita que a humanidade não ocupa lugar de destaque no universo. Esta crença deriva da sua hostilidade ao cristianismo e vai fundamentar toda a sua análise política.

Jornalistas contra a aritmética

Só o ódio cego à Igreja Católica explica que o sentido geral dado a uma notícia seja o contrário daquilo que afirmam os próprios dados numéricos nela publicados.

Não há mentira completa. Até o mais ingênuo e instintivo dos mentirosos, ao compor suas invencionices, usa retalhos da realidade, mudando apenas as proporções e relações. Quanto mais não fará uso desse procedimento o fingidor tarimbado, técnico, profissional, como aqueles que superlotam as redações de jornais, canais de TV e agências de notícias. Mais ainda – é claro – os militantes e ongueiros a serviço de causas soi disant idealistas e humanitárias que legitimam a mentira como instrumento normal e meritório de luta política.

Catolicismo de aparências

Por que o movimento focolarino, em seu site, defende o domínio mundial da ONU e a destruição da soberania dos povos, inclusive, adulterando o sentido do princípio da subsidiaridade da Igreja, afirmando, categoricamente, que os Estados nacionais serão subsidiários da própria ONU?!

É com enorme surpresa que recebo várias cartas de alguns católicos furiosos, a respeito de meu artigo, “Os focolarinos e sua economia de ‘comunhão’ comunista”, no site Mídia Sem Máscara. De fato, tento encontrar explicações para tamanho furor, já que até o dado momento, ninguém me deu um argumento convincente para que eu mudasse de idéias, a respeito das incoerências intelectuais do movimento focolarino. A grande maioria, curiosamente, usou do argumento da autoridade, para querer rebater meus argumentos. Ou, na pior das hipóteses, duvidaram da minha honestidade sobre o assunto.

Projeto anti-“homofobia” PL 6.418/2005

Agora, o monstro ressurge das sombras. Semana passada, líderes políticos assinaram um requerimento para que o PL 6.418/2005 anti-“homofobia” e anti-“preconceito” seja votado com urgência máxima no plenário da Câmara dos Deputados, sem nem mesmo antes ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias e na Comissão de Constituição e Justiça.

Atenção: Publique e distribua amplamente esta mensagem.

Está tramitando na Câmara dos Deputados o PL 6.418/2005, de autoria do senador petista Paulo Paim. Esse projeto, que já foi aprovado no Senado, está parado desde julho de 2007 na Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados.

Carta aberta ao Ministro Marco Aurélio Mello

Algumas das respostas do ministro Marco Aurélio Mello durante uma entrevista para a revista
Veja revelam incongruência com a lógica e o descompasso com os princípios mais elementares do Estado Democrático de Direito.

Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio Mello

Perdoe por iniciar esta missiva de forma tão direta, mas preciso dizer-lhe que fiquei absolutamente embasbacado ao ler a entrevista de Vossa Excelência sobre o tema do aborto, concedida à revista Veja desta semana. (Semana retrasada)

Antes de quaisquer outras considerações, esclareço que meu espanto foi diretamente proporcional ao apreço e respeito que tenho por Vossa Excelência, especialmente pela independência que sempre demonstrou perante o Poder Executivo, bem como pela conduta exemplar de respeito à lei e, principalmente, aos direitos e garantias individuais que sempre manteve.

Não pretendo aqui entrar no mérito da questão do aborto de fetos anencéfalos, nem tampouco do aborto em geral, temas já exaustivamente tratados, nos autos do processo em que V. Ex.ª é relator, por gente muito mais gabaritada e preparada do que eu. Meu interesse é apenas apontar a incongruência de algumas de suas respostas com a lógica mais elementar, bem como o descompasso de outras com os princípios mais básicos do Estado Democrático de Direito, fato que, partindo de um homem indubitavelmente inteligente e preparado, só pode ser creditado, a meu juízo, à excessiva ideologização em que essa questão encontra-se mergulhada.

Eis as perguntas e respostas, com os respectivos comentários:

“Em 2004, o plenário do STF derrubou uma liminar concedida pelo senhor que autorizava a interrupção da gestação de anencéfalos. Por que o senhor decidiu trazer o assunto à tona novamente?

“Tomei como base o resultado da recente votação na corte do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas. Se esse debate tivesse ocorrido em 2004, muito provavelmente o resultado não teria sido o mesmo. Embora a decisão a favor do uso de células-tronco tenha sido apertadíssima (6 votos contra 5), representou uma abertura do Supremo. Por isso, acredito que agora a Casa aprovará a interrupção da gestação de anencéfalos. Desta vez, a v otação será menos apertada do que foi no caso das células-tronco. Diria que teremos um 7 a 4 ou um 8 a 3. E, depois que o Supremo bater o martelo, não adiantará recorrer ao Santo Padre.”

O que primeiro chama a atenção nesta resposta são as inferências sobre o possível resultado do julgamento. Em assim agindo, V. Ex.ª deixa transparecer que o resultado do mesmo já seria previamente conhecido, de acordo com convicções anteriormente firmadas, independentemente dos debates, das provas e dos argumentos jurídicos trazidos aos autos – os quais, por dedução lógica, seriam somente parte de um grande teatro.

Também não entendi por que, ao final de sua resposta, V. Ex.ª traz o Santo Padre para o meio da pendenga, como se alguém o estivesse tentando colocar em posição hierárquica superior à do STF, o que não era o caso. Enfim, V. Ex.ª deve ter lá as suas razões.

“O senhor acredita que a maior flexibilização do STF abre a possibilidade para a discussão do aborto em geral?

“Sem dúvida. O debate atual é um passo importante para que nós, os ministros do Supremo, selecionemos elementos que, no futuro, possam respaldar o julgamento do aborto de forma mais ampla. O sistema atual está capenga. Por que a prática de aborto de fetos potencialmente saudáveis no caso de estupro é permitida? Esse tema é cercado por incongruências. Temos 1 milhão de abortos clandestinos por ano no Brasil. Isso implica um risco enorme de vida para a mulher. Na maioria das vezes, o aborto é feito em condições inexistentes de assepsia, sem um apoio médico de primeira grandeza. Há uma hipocrisia aí. O aborto é punido por normas penais, mas é feito de forma escamoteada. Nosso sistema é laico. Não somos regidos pelo sistema canônico, mas por leis. A sociedade precisa deixar em segundo plano as paixões condenáveis.”

Nesta resposta, data máxima vênia, V. Ex.ª agride a lógica mais elementar. Já vi tal argumento na boca de diversas pessoas, mas jamais imaginei que pudesse encontrá-lo na sua, porque absolutamente absurdo. Para prová-lo, não precisamos gastar muitos neurônios ou argumentos.  Digamos que, num surto de loucura, eu pretendesse defender a descriminação do assalto a mão armada em nosso país. Então, perguntado sobre o tema, eu responderia exatamente a mesma coisa que V. Ex.ª, tomando o cuidado de trocar a palavra “aborto” por “assalto”.  Minha resposta seria, então, a seguinte:

“Esse tema é cercado por incongruências. Temos mais de 1 milhão de assaltos clandestinos por ano no Brasil. Isso implica um risco enorme de vida para o assaltante. Na maioria das vezes, o assalto é feito em condições precárias, sem um apoio de primeira grandeza. Há uma hipocrisia aí. O assalto é punido por normas penais, mas é feito de forma escamoteada. Nosso sistema é laico. Não somos regidos pelo sistema canônico, mas por leis. A sociedade precisa deixar em segundo plano as paixões condenáveis.”

Reparou, Senhor Ministro? O argumento de que um crime deva deixar de sê-lo pelo fato de ser praticado de forma escamoteada e em grande quantidade é absurdo. Quer dizer então que, se um crime é praticado rotineiramente, com risco para o criminoso, ele deve simplesmente deixar de ser considerado crime? Confesso que não entendi o alcance do raciocínio. Se a norma legal vem sendo descumprida, devemos simplesmente acabar com ela?  Nesse caso, convenhamos, sobrariam no Brasil muito poucas leis.

Mais à frente, talvez no afã de defender o estado laico, que não está, absolutamente, sob ataque, V. Ex.ª ainda se refere à fé dos crentes como “paixões condenáveis”, o que é, data vênia, lamentável sob o ponto de vista da tolerância. Estado Laico – e peço que me corrija se eu estiver errado – significa “Estado separado da Igreja”, e não que os crentes, porque influenciados em suas subjetividades pelas doutrinas das respectivas religiões, não possam participar dos debates da vida civil ou da política. Uma coisa é querer impor as normas canônicas acima das normas civis; outra, bem diferente, é o debate político e jurídico, onde a validade dos argumentos independe da crença de quem os pronuncia.

“Para os que se opõem ao aborto, no entanto, a mulher não tem direito a essa liberdade. A Igreja Católica, por exemplo, argumenta que a vida deve sempre ser acolhida como um dom.

“É preciso esclarecer que a vida pressupõe o parto. O Código Civil prevê o direito do nascituro, ou seja, daquele que nasceu respirando por esforço próprio. Enquanto o feto está ligado ao cordão umbilical, a responsabilidade é da mulher que o carrega. Quando a vida é totalmente improvável ou indesejada, deve ser discutida.”

Como é, Senhor Ministro, que “a vida pressupõe o parto”? O que V. Ex.ª está dizendo aqui é que, até o momento do parto, a mulher teria pleno direito de decidir sobre a vida do feto, mesmo que este já esteja totalmente formado. Então, pergunto: um bebê com um dia de vida é um ser humano, mas um feto, às vésperas do parto, não o é, simplesmente porque ainda não respira espontaneamente? De acordo com este mesmo raciocínio, a lei (o Estado) só deveria proteger a vida após o nascimento e, assim, nada impediria que, por exemplo, em nome da própria liberdade, a mãe – desculpe pela imagem macabra – enterrasse uma chave de fenda no crânio de seu feto, através do canal vaginal, apenas momentos antes do parto? Em face da importância do tema, rogo que V. Ex.ª esclareça este seu ponto de vista com urgência, pois não consigo acreditar que o senhor tenha realmente pretendido dizer o que – pelo menos na minha interpretação – parece ter dito.

Atenciosamente

João Luiz Mauad

Equador: plebiscito constitucional, totalitarismo e investida anti-religiosa

É sintomático o reconhecimento do presidente do Equador de que socialistas espanhóis tenham contribuído para a redação do projeto constitucional.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) do Equador acaba de convocar um referendo, no próximo dia 28 de setembro, para a aprovação ou rechaço do projeto de nova Constituição elaborado por uma Assembléia Constituinte.
 
O TSE declarou abertos os debates sobre o projeto constitucional e as primeiras objeções se levantaram de meios católicos, em defesa dos direitos de Deus e dos homens, que se vêem gravemente vulnerabilizados no projeo constitucional. Representantes eclesiásticos e civis desses setores, que conformam uma ampla maioria dentro dos 9 milhões de eleitores, alertaram para o pergio que representa o projeto constitucional que deixa as portas abertas para o aborto, para a união homossexual e para a intervenção do Estado na educação dos filhos. Além disso, existem no projeto outras disposições constitucionais menos comentadas, porém igualmente graves, que diluem o direito de propriedade e aumentam perigosamente o poder discrecional do Estado sobre a vida social, política e econômica, o que poderá levar o Equador a um caos jurídico e a um potencial totalitarismo de Estado com com vistas de legalidade.
 
O artigo 66, inciso 1º, reconhece a “inviolabilidade da vida”, porém em nenhum momento menciona que esta “inviolabilidade” há de ser desde o momento da concepção e não somente a partir do nascimento. Deste modo, ficam abertas, de par em par, as portas para legislações que favoreçam o aborto.
 
Nesse sentido, veja-se o inciso 10º do mesmo artigo 66, que assegura um pretendido “direito” das pessoas a tomar decisões “livres” sobre a “vida reprodutiva”, passando por cima da vida dos seres que estão no ventre materno.
 
Para efeitos de comparação, os textos constitucionais e leis de outros países que proíbem o aborto se encarregam de esclarecer, com espírito previsor, que a vida começa desde o momento mesmo da concepção, para garantir dessa maneira a vida do ser que ainda está se gestando no ventre da mãe.
 
O artigo 67 reconhece que a família é o “núcleo fundamental da sociedade”, e que o matrimônio somente pode-se realizar “entre homem e mulher”. Não obstante, no mesmo artigo abre-se uma porta genérica, porém sumamente ampla, à possibilidade de outros “diversos tipos de família”. O texto proposto tem o cuidado de não definir esses “tipos de família”, com o qual, de uma maneira consciente ou não, deixa um resquício que poderá servir de fundamento para leis aberrantemente anti-cristãs.
 
O artigo 68 seguinte concede generosamente a esses indefinidos “tipos de família” os “mesmos direitos” familiares que os que possuem “a união estável e monogâmica entre duas pessoas”. E note-se que quando se refere a “duas pessoas”, o texto constitucional não esclarece o sexo das mesmas e, portanto, abre a possibilidade de uniões homossexuais equiparáveis legalmente às famílias “constituídas mediante matrimônio”.
 
Muito se poderia comentar sobre os possíveis e preocupantes desdobramentos jurídicos do artigo 26, quando diz que a educação é “um dever ineludível e indesculpável do Estado”, relegando a um segundo plano não somente o dever senão também o direito dos próprios pais sobre a educação de seus filhos.
 
A reação do presidente Correa às objeções dos católicos equatorianos foi de uma enorme violência verbal e pareceu reviver os tempos do tristemente célebre presidente Eloy Alfaro, seu tio bisavô, que em começos dos século XX desatou no Equador uma violenta perseguição religiosa. Correa chamou seus objetantes de “mentirosos”, como se os artigos citados do projeto constitucional em que se fundamentam as críticas da hierarquia católica e dos fiéis em particular, assim como tantos equatorianos em geral, não teriam sido publicados oficialmente. O presidente acrescentou que não toleraria “sermões nem instruções de ninguém” e fez um chamado a “dizer sim ao futuro sem os medos ancestrais à batina ou à vingança final de Lúcifer”. Particularmente grave foi a ameaça presidencial de que o projeto constitucional “é a última oportunidade de uma mudança pacífica no Equador”.
 
Tudo o que foi dito acima causa preocupação, porque mostra um país que, a julgar pelas disposições constitucionais citadas, poderá caminhar para um abismo jurídico, político, social e moral.
 
O vasto projeto constitucional, com 444 artigos e 30 disposições transitórias, em 182 páginas assinadas e rubricadas pelo presidente e o secretário da Assembléia Constituinte, não se limita ao anterior e na realidade contém outro aluvião de aberrações jurídicas que abarcam praticamente todas as áreas da vida social, política e econômica. Tudo isso, através de uma redação que, como se fosse um método dos constituintes, está repleta de ambigüidades.
 
Dentro desse contexto de linguagem ambígua, o artigo 37, inciso 26, garante “o direito à propriedade em todas as suas formas”, com o qual todo tipo de “propriedade” coletivista poderá ser imposto ou aceito constitucionalmente, e não se sabe em que pé ficará o direito de propriedade privada que não é mencionado uma só vez, sequer para guardar mínimas aparências.
 
No mesmo inciso 26, se introduz a singular expressão “direito ao acesso à propriedade”, que “se efetivará com a adoção de políticas públicas”, entre outras possíveis medidas que não se definem. Abre-se dessa maneira a porta para um intervencionismo estatal praticamente ilimitado que assegure, segundo os parâmetros socializantes do legislador, esse “direito ao acesso” a tipos de propriedade que tampouco se definem.
 
No mesmo sentido, preocupa também a introdução do conceito de “controle popular” do próprio Estado e da sociedade, consagrado no artigo 95, assim como o “direito à resistência” e a “demandar o reconhecimento de novos direitos”, incluídos no artigo 98, o qual pode constituir fundamento para agitações sociais sem fim, amparadas pela Constituição, que levem ao desmembramento político, social e econômico do Equador.
 
Capítulo à parte mereceria o tema do indigenismo, que impregna o projeto constitucional de uma maneira demagógica e potencialmente explosiva.
 
Por fim, é sintomático o reconhecimento do presidente Correa de que socialistas espanhóis da esquerdista Fundação CEPS, de Valencia, tenham contribuído para a redação do projeto constitucional. A Fundação CEPS é uma ONG ligada ao partido governante PSOE, e a organizações feministas e de esquerda radical simpatizantes das FARC e do ELN na Colômbia, segundo acaba de denunciar a agência católica ACI.
 
A menos de um mês do plebiscito constitucional, é de desejar que os equatorianos amantes da liberdade coloquem todo seu empenho, dentro do estrito respeito da lei, em um plano publicitário e doutrinal, para que esse projeto de Constituição não seja aprovado.

Notas:

Publicado por Destaque Internacional – Informes de Conjuntura – Ano XI – nº 254 – São José – 21 de agosto de 2008. Responsável: Javier González.
 
Tradução: Graça Salgueiro

Decapitados e decapitadores

A BBC continua com seu esporte preferido: difamar a cultura judaico-cristã e inverter a realidade dos fatos.

Num seriado da TV estatal britânica BBC, uma organização cristã “de extrema-direita”, com nome sutilmente racista (White Wings , “Asas Brancas”), decapita um inocente muçulmano “politicamente moderado”, sob o pretexto – oh, quão paranóico! – de que a tradição cristã do Reino Unido está sob ameaça. Não sei precisamente a quantidade de cabeças cristãs que têm rolado no mundo islâmico nos últimos anos – várias dúzias, até onde acompanhei o noticiário -, mas sei o número exato de muçulmanos decapitados pelos cristãos, fundamentalistas ou não, no Ocidente ou no Oriente: zero.

Quando uma TV estatal decide chamar os decapitados de decapitadores, atribuir a eles o fanatismo sangrento daqueles que os matam e ainda acusá-los de paranóicos quando se sentem ameaçados, uma coisa é clara: o proprietário dessa TV está em guerra contra a religião dessas pessoas e, na ânsia de extingui-la, não se vexa de recorrer à calúnia deliberada e cínica. Quando esse proprietário é o governo de uma das nações mais poderosas do mundo, o risco que a comunidade visada está exposto não é nada pequeno. É pelo menos tão grande quanto a imaginária White Wings diz que é.

Semanas antes, quase ao mesmo tempo que o governo britânico legalizava a poligamia e autoridades judiciais proclamavam que a implantação da lei islâmica no Reino Unido era apenas uma questão de tempo, a BBC havia proibido seus redatores de usar o termo ditador para referir-se ao falecido Saddam Hussein, aquela gentil criatura que consolidou seu poder presidencial matando os deputados de oposição e depois espalhou cemitérios clandestinos por todo o Iraque, preenchendo as valas comuns com centenas de milhares de rebeldes e indesejáveis em geral. Simultaneamente, uma pesquisa do American Textbook Council (www.worldnetdaily.com/index.php?pageId>63872) mostrou que os livros de História distribuídos na rede de escolas públicas dos EUA são francamente pró-islâmicos, enquanto toda expressão pró-cristã é ali cada vez mais desestimulada e reprimida sob todas as formas, incluindo expulsão, prisão e estágios obrigatórios de “reeducação da sensitividade”.

Também quase ao mesmo tempo, a Suprema Corte dos EUA concede aos terroristas islâmicos presos em território estrangeiros os mesmos direitos dos cidadãos americanos, enquanto a grande mídia e os megabilionários globalistas conjugam esforços para eleger presidente dos EUA um muçulmano (relativamente) enrustido.

Mas, é claro, só um fanático militante da White Wings veria em tudo isso uma convergência entre os três grandes projetos de dominação mundial – o metacapitalista , o comunista e o islâmico –, num esforço comum de realizar a velha meta do filósofo marxista Georg Lukács: destruir a civilização judaico-cristã .

Judaico-cristã não é só um modo de dizer. A guerra não é só contra os cristãos: a BBC tanto demonizou Israel que o governo de Tel-Aviv decidiu vetar a entrada de representantes dessa emissora nas entrevistas coletivas oficiais. Claro: de que adianta contar tudo a repórteres que depois escrevem o contrário? De que adianta mostrar-lhes dezenas de bombas lançadas diariamente contra Israel se depois eles vão pintar toda e qualquer reação israelense, mesmo desproporcionalmente modesta, como se fosse uma iniciativa isolada, sem motivo, inspirada pela pura brutalidade?

Notas:

Publicado pelo Diário do Comércio em 22/07/2008

Para além da sátira

O pesadelo de povos inteiros trucidados ante o olhar indiferente do mundo e os sorrisos sarcásticos dos bem-pensantes repete-se, igualzinho ao dos anos 30.

Não há discussão possível sem o acesso dos interlocutores a um mesmo conjunto de dados. Os dados do presente artigo estão nos livros “Their Blood Cries Out: The Untold Story of Persecution Against Christians in the Modern World”, de Paul A. Marshall e Lela Gilbert (Word Publishing, 1997) e “Persecution: How Liberals Are Waging War Against Christianity”, de David Limbaugh (Regnery, 2003), e nos sites http://www.religioustolerance.org/rt_overv.htm , http://freedomhouse.org , http://www.markswatson.com/Persecution.html e http://www.persecution.org/newsite/ .